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Paraná
registra até esta quinta,
40 casos de raiva bovina
O Paraná
registrou até a tarde desta quinta-feira (2) 40 casos de raiva
bovina, distribuídos principalmente na região Norte do Estado.
A incidência da doença – transmitida por mordidas de morcegos
hematófagos contaminados – é monitorada por técnicos da
Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, que alertam os
produtores sobre a importância de vacinar os animais e
notificar os casos da doença.
Foram
registradas nove ocorrências em Florestópolis, três em
Mirasselva, três em Primeiro de Maio, duas em Sertanópolis e
duas em Borrazópolis, além de casos isolados em outras
localidades da região. No Litoral, foram notificados três
casos em Paranaguá e outros três em Morretes. Dos números
comunicados à secretaria, 32 casos foram em bovinos, quatro em
cavalos, um em mula e três em morcegos não hematófagos.
A médica
veterinária Elzira Jorge Pierre, responsável pela área de
raiva do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis)
da secretaria, faz um alerta para os produtores de municípios
próximos dos focos da doença. “É importante que os produtores
vacinem seus animais, para evitar a disseminação da raiva. Com
a adoção de medidas preventivas, podemos combater e acompanhar
esses focos”, afirma.
Para que o
Defis monitore os casos e adote as medidas profiláticas que a
situação exige, é necessário que as ocorrências sejam
registradas nos Núcleos Regionais da Secretaria de Agricultura
(são 21 em todo o Estado) ou nas Unidades Locais de Sanidade
Animal e Vegetal (ULSAV).
“É muito
importante que os produtores notifiquem a presença de morcegos
em suas propriedades ou de animais com sintomas da doença para
que possamos acompanhar a evolução dos casos”, explicou a
médica veterinária. Segundo ela, o diagnóstico só é possível
após a morte do animal, quando é feita a coleta de material do
cérebro para a realização de exames.
Os donos de
animais também devem comunicar existência de abrigos de
morcegos hematófagos (bueiros, casas abandonadas, ocos de
árvores e caverna, entre outros locais). “O Defis dispõe de
equipes treinadas para esse trabalho. Como recomenda o
Ministério da Agricultura, os técnicos são imunizados contra a
raiva antes de executar o trabalho de captura e monitoramento
dos morcegos”, diz Elzira.
Vacinação
Paralelamente, o produtor deve vacinar seu rebanho contra a
raiva bovina. A doença não tem cura e, uma vez contaminado, o
animal morre. A raiva pode ser transmitida de animais para
humanos, levando-os à morte.
Nos animais
de criação, a vacinação é feita a partir dos três meses de
idade, com reforço após 30 dias e, depois, uma vez por ano.
Proprietários das áreas próximas de casos notificados de raiva
bovina devem vacinar seus rebanhos e também animais
domésticos. “Embora a vacina não seja obrigatória no Estado
todo, ela é recomendada nas regiões endêmicas. É uma vacina de
custo baixo e bastante eficaz”, esclarece Elzira Pierre.
No caso das
pessoas que tiveram contato com animal positivo para a raiva,
é feita a notificação à secretaria, que avaliará a necessidade
ou não de vacinação pós-exposição.
Os
primeiros sintomas apresentados pelos bovinos infectados são
perda de apetite, salivação, inquietação e mudança de hábitos,
isolando-se dos demais animais do rebanho. O vírus acaba
paralisando os membros posteriores dos animais, o que causa
dificuldade de locomoção. |