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 Ponta Grossa, quinta-feira 02 de fevereiro de 2012






 

 

Número de casos confirmados
de dengue cai 92% no Paraná

O informe técnico da Secretaria da Saúde divulgado nesta quarta-feira (1) relata uma redução de 92% no número de casos confirmados de dengue no Paraná, comparando-se os mesmos períodos epidemiológicos de 2010/2011 e e 2011/2012. As notificações também caíram, embora em menor proporção (5,29%).

Entre as semanas epidemiológicas 31/2010 e 04/2011, haviam sido confirmados 3.122 casos, enquanto no mesmo período de 2011/2012 foram confirmados apenas 237. As notificações caíram de 13.088 para 12.395 no mesmo período. Isto significa que no período passado, a cada quatro casos notificados, um era confirmado. Agora, a cada 52 casos notificados um é confirmado.

Entre os fatores que explicam a redução está a responsabilização dos municípios, que assumiram o compromisso de se adequar ao roteiro de supervisão aplicado pelas regionais de saúde. “Os problemas apontados nos roteiros de supervisão de cada município foram bem específicos e a maioria deles fez as correções necessárias”, disse o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz. As regionais aplicam os roteiros duas vezes ao ano (julho e novembro), porém nada impede que esta frequência seja alterada.

Outro fator é o investimento feito em capacitações de profissionais de saúde para o diagnóstico e tratamento da dengue. “Os profissionais estão mais atentos e a população também. Isso é importante, porque os sintomas da dengue são semelhantes aos de outras doenças”, afirma o superintendente. A orientação repassada aos profissionais é que sempre suspeitem de dengue, mesmo que o caso seja descartado no futuro. De acordo com Paz, o período 2010/2011 foi considerado epidêmico, com um número expressivo de casos, inclusive casos graves e mortes.

Vírus
De acordo com a chefe do departamento de Vigilância Ambiental da secretaria, Ivana Belmonte, outro aspecto que contribuiu para a redução é que não houve a introdução de um novo sorotipo do vírus da dengue. “Como já houve epidemias de dengue em anos anteriores e o sorotipo circulante permaneceu o mesmo (Den 1), grande parcela da população está imunizada”, diz. A Secretaria da Saúde mantém vigilância constante para identificar a entrada de um novo sorotipo (den 4) que circula em outros estados do Brasil.

Mesmo com a redução, os cuidados para evitar os criadouros no mosquito devem continuar. “Queremos que os índices de infestação predial também caiam significativamente, pois só assim afastamos o risco de epidemia no Estado”, afirma Ivana.

Mobililzação
A participação popular também foi fundamental para a redução dos casos da doença. Durante a campanha estadual de combate à dengue, lançada em outubro do ano passado, agentes de endemias vistoriaram um grande número de residências fechadas. Segundo dados das regionais de saúde, no Paraná de 10% a 40% dos imóveis permaneciam fechados e não eram vistoriados pelos agentes. No litoral esse índice subia para 60%. Por isso, o mote da campanha foi “Abra a porta para o combate à dengue”, chamando a população a aderir à campanha e eliminar criadouros do mosquito transmissor.

 





 

 

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