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Número de
casos confirmados
de dengue cai 92% no Paraná
O
informe técnico da Secretaria da Saúde divulgado nesta
quarta-feira (1) relata uma redução de 92% no número de casos
confirmados de dengue no Paraná, comparando-se os mesmos
períodos epidemiológicos de 2010/2011 e e 2011/2012. As
notificações também caíram, embora em menor proporção (5,29%).
Entre as
semanas epidemiológicas 31/2010 e 04/2011, haviam sido
confirmados 3.122 casos, enquanto no mesmo período de
2011/2012 foram confirmados apenas 237. As notificações caíram
de 13.088 para 12.395 no mesmo período. Isto significa que no
período passado, a cada quatro casos notificados, um era
confirmado. Agora, a cada 52 casos notificados um é
confirmado.
Entre os
fatores que explicam a redução está a responsabilização dos
municípios, que assumiram o compromisso de se adequar ao
roteiro de supervisão aplicado pelas regionais de saúde. “Os
problemas apontados nos roteiros de supervisão de cada
município foram bem específicos e a maioria deles fez as
correções necessárias”, disse o superintendente de Vigilância
em Saúde, Sezifredo Paz. As regionais aplicam os roteiros duas
vezes ao ano (julho e novembro), porém nada impede que esta
frequência seja alterada.
Outro fator
é o investimento feito em capacitações de profissionais de
saúde para o diagnóstico e tratamento da dengue. “Os
profissionais estão mais atentos e a população também. Isso é
importante, porque os sintomas da dengue são semelhantes aos
de outras doenças”, afirma o superintendente. A orientação
repassada aos profissionais é que sempre suspeitem de dengue,
mesmo que o caso seja descartado no futuro. De acordo com Paz,
o período 2010/2011 foi considerado epidêmico, com um número
expressivo de casos, inclusive casos graves e mortes.
Vírus
De acordo com a chefe do departamento de Vigilância Ambiental
da secretaria, Ivana Belmonte, outro aspecto que contribuiu
para a redução é que não houve a introdução de um novo
sorotipo do vírus da dengue. “Como já houve epidemias de
dengue em anos anteriores e o sorotipo circulante permaneceu o
mesmo (Den 1), grande parcela da população está imunizada”,
diz. A Secretaria da Saúde mantém vigilância constante para
identificar a entrada de um novo sorotipo (den 4) que circula
em outros estados do Brasil.
Mesmo com a
redução, os cuidados para evitar os criadouros no mosquito
devem continuar. “Queremos que os índices de infestação
predial também caiam significativamente, pois só assim
afastamos o risco de epidemia no Estado”, afirma Ivana.
Mobililzação
A participação popular também foi fundamental para a redução
dos casos da doença. Durante a campanha estadual de combate à
dengue, lançada em outubro do ano passado, agentes de endemias
vistoriaram um grande número de residências fechadas. Segundo
dados das regionais de saúde, no Paraná de 10% a 40% dos
imóveis permaneciam fechados e não eram vistoriados pelos
agentes. No litoral esse índice subia para 60%. Por isso, o
mote da campanha foi “Abra a porta para o combate à dengue”,
chamando a população a aderir à campanha e eliminar criadouros
do mosquito transmissor. |