30/03/2015

Para abrir a mente e o coração!

Imagine ter um trabalho que te possibilita dar a volta ao mundo. Chegar a lugares inexplorados. Conhecer culturas inexploradas, desconhecidas de 99% do planeta. E ainda registrar tudo isso, com um olho clínico e muitas vezes, poético.Tentador para uma manhã de segunda-feira, quando a rotina sinaliza que a semana precisa começar a todo vapor? Sim, com toda certeza, mas não para poucos.

Este é o trabalho de Sebastião Salgado, o fotógrafo brasileiro mais conhecido no mundo - e, muitas vezes, mais conhecido dos estrangeiros e por outros fotógrafos, do que pelo nosso próprio público local. Ainda assim, mesmo que você não seja assim tão afeito à arte fotográfica, com cerza, já cruzou os olhos em alguma foto dele, sempre bem marcadas por uma incrível técnica no preto e branco.

A ação desbravadora deste fotógrafo extremamente humanitário durante a expedição que resultou em sua mais recente exposição,'Gênesis', virou um documentário que acaba de chegar aos cinemas, O Sal da Terra”.

O documentário é uma produção do diretor alemão Wim Wenders que trabalhou junto com Juliano Ribeiro Salgado, filho do fotógrafo que o acompanhou durante a realização das fotos da mostra, que percorre vários países do mundo ('Gênesis' pode ser visitada no MON - Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, até 5 de abril). Com duração de 1h50 minutos, o documentário foi finalista do Oscar 2015, ganhou um troféu especial no último Festival de Cannes, na França e foi eleito o melhor filme pelo público no Festival de San Sebastián, na Espanha.

Além de contar mais sobre a vida e obra do fotógrafo, “O Sal da Terra” é uma reverência à natureza e principalmente um alerta para o futuro. Apresenta uma entrevista com o fotógrafo e como sente o impacto das imagens que produziu.

O documentário pode ser visto nas telas brasileiras de cinema desde 26 de março. Veja AQUI, o TRAILER OFICIAL.

Sobre a exposição 'Gênesis'

Aberta no MON desde novembro passado e com curadoria de Lélia Wanik Salgado, a mostra é o resultado de oito anos de trabalho de Sebastião Salgado, com 245 imagens selecionadas, divididas em cinco seções geográficas e fruto de mais de 30 viagens. Pode ser visitada até dia 5 de abril, e os ingressos custam R$ 6 e R$ 3 (meia entrada).

Fazem parte da mostra imagens feitas na Antártica, com suas paisagens congeladas e seus  pinguins, leões marinhos e baleias, fotografados inclusive em suas zonas de reprodução na Península Valdés. Também se encontram imagens do Sul da Georgia, as Falklands/Malvinas, do arquipélago Diego Ramirez e as Ilhas Sandwich, das singularíssimas paisagens vulcânicas e da fauna das Ilhas Galápagos, das populações anciãs da Nova Guiné e Irian Jaya, dos Mentawai da Ilha Siberut (nos arredores da província de Sumatra, na Indonésia), e paisagens, vida selvagem e vegetação dos diferentes ecossistemas de Madagascar. Da África, pode ser vista uma  impressionante variedade de imagens: da extraordinária vida selvagem do Delta de Okavango, na Botswana, até os gorilas do Parque Virunga, na divisa de Ruanda, Congo e Uganda ; do grupo Himba, da Namíbia, e dos tribais Dinkas do Sudão, até a população do Deserto Kalahari em Botswana; das tribos do Omo Sul, na Etiópia, até as antigas comunidades cristãs do norte da Etiópia; e ainda, numerosos desertos, incluindo trechos da Líbia e da Argélia. Há ainda visões do Alasca e do Colorado, nos Estados Unidos; as paisagens naturais do Parque Nacional Kluane, no Canadá; o extremo Norte da Rússia, incluindo o local de reprodução do urso polar na ilha Wrangel, a população indígena Nenet, no norte da Sibéria, e também a península Kamchatka, na ponta mais oriental da Rússia. Há também imagens da Amazônia e Pantanal, dos Tepuis Venezuelanos, da tribo indígena Zo e de tribos do alto Rio Xingu.

A documentação, que também resultou em um livro de nome homônimo, já passou por Museus dentro e fora do Brasil. Suíça, França, Itália, Inglaterra e Canadá são alguns países. China, Coreia, Alemanha e Portugal vão receber a mostra  ainda em 2015.

Sobre Sebastião Salgado 

O artista, nascido em Minas Gerais, emigrou para Paris com Lélia Salgado durante a ditadura militar no Brasil. Em suas viagens a trabalho para a África, começou a fotografar, sem intenções profissionais, com a Leica de Lélia, descobrindo assim sua paixão pelo fotojornalismo. Em 1979, o fotógrafo entrou para a Magnum – agência de fotografia criada por Robert Capa e Henri Cartie Bresson.

No dia 30 de março de 1981, Salgado estava fotografando uma série sobre os primeiros dias de Ronald Reagan e documentou o atentado a tiros contra o então presidente. Com exclusividade, a venda das fotos para diversos jornais foi o que financiou seu primeiro projeto de fotografia autoral e documental, uma viagem à África.

Seu primeiro livro publicado foi em 1986, “Outras Américas”. No mesmo ano, lançou o “Homem em Pânico”, sobre a seca no Norte da África. Em 2000, Salgado lança “Êxodo”, focando neste fenômeno global. De 2004 a 2012, Salgado e sua esposa Lélia viajaram 32 regiões extremas para resultar no livro “Genesis”. Hoje, Sebastião Salgado é embaixador da Boa Vontade da UNICEF e membro honorário da Academia de Artes e Ciências dos EUA.

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Fabiana Guedes é fotógrafa, blogueira e há mais de 7 anos colabora com colunismo social impresso e eletrônico em diferentes veículos de comunicação. A coluna “Super indico by Fabi Guedes” apresenta dicas de beleza, moda, utilidade pública, arte e cultura, que também são publicadas em seu Blog “Fabiana Guedes Por Aí” (http://fabianaguedesporai.blogsppot.com). Ela é casada e reside em Curitiba/ PR. Atualmente, é responsável também pela Gerência de Relacionalmento da Organização Beleza Nacional (www.orgbelezanacional.com.br), empresa do ramo de concursos de beleza.

Site oficial: www.fabianaguedes.com e Fan Page https://www.facebook.com/estudiofabianaguedesfotografia

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