Ponta Grossa,
para sexta-feira 19 de dezembro de 2008
Todos os dias Rádio Clube Às 6:00 horas - Revelações no Ar
TV Educativa Às 7:30 horas - Jornal das Sete e Meia
Às 19:30 horas - Jornal da Educativa
Tropical FM Às 18:50 horas - O comentário de Altair Ramalho
Conhecem aquela
música do século passado cantada pela Rita Lee que diz, “No escurinho
do cinema, chupando drops de anis...?”
Se ela não foi cantada pelos
senadores brasileiros, na madrugada desta quinta-feira, não seria nada desproposital que alguém a entoasse no plenário da Casa, antes ou
depois da aprovação pelos senadores do aumento do número de vereadores
e assessores. Sim, das 7.343 vagas e de pelo menos outros 25 mil
postos de assessoramento parlamentar.
Em outro trecho a
“vovó do rock” cantarolava: “Longe de qualquer problema, perto de um
final feliz”.
“Mas de repente o
filme pifou/e a turma toda logo vaiou/acenderam as luzes/que
flagra/que flagra”.
A Política
imitou a arte, porque coube à Mesa da Câmara Federal se rebelar e não
concordar com a farra, ao se negar a promulgar a PEC dos vereadores e
exigindo nova análise dos deputados.
Com isso jogou água no chopp dos
suplentes, muitos deles certamente, com encomendas já feitas aos seus
alfaiates para a confecção do terno da posse.
Abriu-se um fosso no relacionamento
entre as duas Casas. Um senador, com a saliva saindo pelo canto da
boca, não se conteve: “Não podemos permitir que a Câmara rasgue o que
aprovamos aqui. Os vereadores saíram daqui com a felicidade de menino
que ganha pirulito. Roubaram o pirulito”.
Por isso, ontem mesmo, o presidente do
Senado anunciou que a Casa irá entrar com um Mandado de Segurança
junto ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão da Câmara de evitar
a promulgação da Proposta de Emenda Constitucional que aumenta o
número de vereadores.
Como a parte do aumento dos vereadores
foi aprovada igual nas duas Casas, a PEC poderia ser promulgada pelo
Congresso e entrar em vigor, mas a Câmara não permitiu o ato e pediu o
projeto de volta para poder discuti-lo e votá-lo em plenário.
E a Câmara Federal só voltará a se
reunir em fevereiro do ano que vem. É de se supor que até lá, os
suplentes tenham deixar nos cabides os ternos que mandaram
confeccionar.
No caso de Ponta Grossa, conforme
levantamento feito pelo PTN ganhariam cadeiras na Câmara Municipal os
suplentes Valdenor Nascimento, o Cenoura, do PT; Antonio Laroca,
PDT, caso George Luiz não reverta a situação, podendo chegar a vez de
Messias Carneiro de Moraes, se Delmar Pimentel tiver problemas com a
Justiça.
E mais,
Francisquinho Valentin Filho,
do PSB, que se for cassado por compra de votos abriria vaga para Jairton Nicoluzzi; Pastor Moisés, pelo PTN; Rogério Mioduski, PPS/PP e
Leovanir Martins, caso Alysson Zampieri também não reverta a situação.
Albino Xexinho, pelo PSDB; Durval
Japiassu Pinto, do PRP, do alto dos seus setecentos e tantos votos e o
folclórico Davi, pelo PMDB.
O estudo feito pelo PTN apontou também
que das nove coligações que elegeram vereadores apenas o DEM/PSL não
conseguiria ampliar o número de cadeiras.
E com isso, uma vez mais, ficaria no
sereno o Domingos Menezes Júnior, o Mingo, filho do “seu”
Dominguinhos”.
A assessoria do senador Osmar Dias
apressou-se em divulgar que ele é favorável à maior representatividade
nas Câmaras Municipais sem que haja aumento de gastos públicos.
Igual opinião esposada pelo deputado
Alfredo Kaefer, que é do PSDB. Ele não admite que persista o mesmo
gasto com as câmaras municipais brasileiras.
Plantão da Cidade OnLine - Rua Antônio Vieira, 295 - Bairro São
José - Ponta Grossa - PR
Jornalista Responsável: Luiz Carlos Castilho
-
RPR (MT) - 4450
Comercial: Maria Jacira Castilho - Telefones: (42) 3224-2375 - (42)
9119-1523
- As informações e conceitos emitidos em colunas, matérias e artigos
assinados são de inteira
responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a
opinião do Plantão da Cidade