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Prefeitos da História de Ponta Grossa
A História de Ponta Grossa, a partir da Proclamação da República, pode ser
contada através das realizações das administrações municipais, por meio daquilo
que construíram em suas respectivas épocas. Na pesquisa feita, consultamos os
arquivos dos jornais, colhemos informações em
depoimentos e utilizamos dados da
historiadora Guísela Frey Chamma, em seu livro
"Ponta Grossa, o Povo, a Cidade e
o Poder".
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Clique nos nomes para
conhecer os prefeitos e suas realizações |
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Cel. Cláudio Gonçalves Guimarães
Com
a Proclamação da República, e após a promulgação da Constituição Republicana
de 1891, os governos municipais seriam escolhidos por votos em eleições
diretas, com a duração de quatro anos de mandato.
Durante o governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca, e enquanto a
Assembléia Constituinte elaborava a nova Constituição, procedeu-se a
nomeação de intendentes para governar os municípios. Para Ponta Grossa, foi
nomeado o Coronel Cláudio Gonçalves Guimarães, que governou de 1891 até
1892, quando foram realizadas as eleições normais.
Nascido em Ponta Grossa, foi fazendeiro e tronco de ilustre família.
Faleceu, também em Ponta Grossa, em 1896.
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Major Manoel Vicente
Bittencourt
Governou Ponta
Grossa de 1892 até 1895. Nasceu em Morretes, em 1838. Destacado comerciante,
dedicou parte de sua vida a Ponta Grossa.
Suas principais realizações foram: arrasamento do antigo cemitério e Igreja
São João; nivelamento do terreno e aproveitamento da terra para fechar a
barroca do Pátio do Chafariz; nivelamento da Rua Santana até os trilhos da
estrada de ferro, melhoramentos na Rua do Comércio e construção de bueiros e
valetas.
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Capitão Theodoro Carneiro Guimarães
A 9 de fevereiro de 1895, assumia o comando municipal, como
presidente da Câmara. Grande fazendeiro e homem de posses nos Campos Gerais,
assumiu em substituição ao Major Manoel Vicente Bittencourt. Governou pouco
tempo, pois as eleições para um substituto que terminaria o quadriênio foram
realizadas em 26 de abril de 1895. Foi eleito Balduíno de Almeida Taques.
Durante os impedimentos do prefeito, Theodoro Guimarães, por diversas vezes,
assumiu o cargo, oportunidades em que desenvolveu várias realizações. Mandou
terminar o entulhamento do Pátio do Rosário; foram feitos planos para a
construção de um novo mercado; consertos da Rua Santana; construção de
chafariz; foram niveladas ruas; melhoramentos na Rua do Chafariz; e dada
concessão para exploração de carvão de pedra e outros minerais.
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Balduíno de Almeida Taques
Nasceu em
Tibagi, em 1º de julho de 1842. Durante muito tempo foi deputado estadual,
quando conseguiu para Ponta Grossa uma área de 6.000 alqueires, aumentando o
patrimônio do Município. Contratou engenheiro para a elaboração da planta da
cidade.
Deu permissão para a construção de uma escola na Avenida Francisco Búrzio,
de língua alemã, a pedido de imigrantes.
No seu governo, foram iniciadas as obras de implantação dos trilhos,
construção de oficinas, localização e aplanamento de terreno para pátios de
manutenção da Chemin du Fer e da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande.
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Ernesto Guimarães Vilela
Eleito em 5 de janeiro
de 1896, sendo reeleito por duas vezes consecutivas, ficou 12 anos à frente
da Prefeitura Municipal. Era filho do comendador Bonifácio Vilela, e irmão
de José Bonifácio Guimarães Vilela. Durante seu governo, a Rua do Imperador
passou a ser denominada de Rua 7 de Setembro: a Rua da Imperatriz, de Rua
Marechal Deodoro: e Rua do Chafariz, de Rua General Osório, enquanto que o
Largo da Matriz, passou a chamar-se Largo Floriano Peixoto. Foi inaugurada a
nova Estação Ferroviária, em 16 de dezembro de 1899. Era o terceiro sobrado
que a cidade passava a ter.
Incentivou, com a venda de terras, a vinda de imigrantes poloneses,
italianos e russos-alemães.
Em 1900, eram iniciadas as obras de construção da nova Matriz de Santana,
que viria a ser a Catedral. A coleta de lixo e detritos era feita todos os
sábados. Em 1903, era concluído o calçamento da Rua XV de Novembro.
Em 1906, era inaugurada a Estação Ferroviária e a praça em frente, que
passou a ser denominada de Praça da Estação. Antes, em 1905, eram concluídas
as obras de iluminação elétrica da cidade. No mesmo ano era iniciada a
construção do Colégio São Luiz.
Foi, também, inaugurado um cinema, de propriedade de Augusto Canto, na Rua
XV de Novembro. Em maio de 1907, era inaugurada a Ferrovia São Paulo/Rio
Grande, trecho de Ponta Grossa a Porto União. A inauguração foi feita pelo
presidente Afonso Pena, que percorreu a região.
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José
Bonifácio Guimarães Vilela
Tomou
posse no dia 21 de setembro de 1908. Era irmão de seu antecessor. Nasceu em
Ponta Grossa, em 12 de novembro de 1873. Era comerciante e fazendeiro. Foi
vereador e presidente da Câmara Municipal. Prefeito até 1912.
Iniciou conversações com o governo do Estado, na época exercido por Carlos
Cavalcanti, para obter verbas para a instalação da rede de água e
canalização de esgotos. Melhorou o sistema de energia elétrica. Seu governo
firmou contrato com nova empresa, em 1911, para exploração dos serviços
telefônicos. Mandou calçar as ruas Santos Dumont e Vicente Machado.
No seu governo, foi concedido alvará de licença a Henrique Thielen, para a
construção da grande fábrica de cerveja Adriática, na Rua Vicente Machado.
Foi inaugurado o Grupo Senador Correia, a primeira escola de grande porte.
Encerrado seu mandato, afastou-se da política. Faleceu em 1952.
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Theodoro Batista Rosas
Tomou
posse no dia 21 de setembro de 1912. Nasceu em Passo Fundo (RS), em 1861, e
faleceu em Ponta Grossa, em 1923. Era pecuarista. Foi eleito pelo Partido
Republicano Liberal.
Em seu governo, contraiu vultoso empréstimo para a construção de rede de
água e esgoto. O Largo São João passou a ser denominado de Praça Barão de
Guaraúna, e a Rua São João, de Rua Coronel Francisco Ribas. Ampliação do
Cemitério São José, até a Rua Balduíno Taques.
Em 1913, inaugurou a Santa Casa de Misericórdia.
Foi, também, inaugurado o Cine Renascença.
Em sua administração, foram instaladas unidades hidrelétricas em
substituição à de lenha e carvão, melhorando a energia elétrica da cidade.
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Brasílio Ribas
Nasceu
em em Ponta Grossa, em 20/09/1870. Foi vereador e deputado estadual. Seu
primeiro mandato, em 1916, foi como interino. Alegando fraudes nas
eleições daquele ano, Brasílio assumiu o cargo. João Bach Júnior também
tomou pose na Câmara Municipal, ficando a cidade com dois prefeitos. Por
decisão do então governador Affonso Alves de Camargo, Brasílio ficou no
cargo até novas eleições, em 1917.
Depois, em 21/06/1920, venceu as eleições, para um segundo mandato,
sendo empossado em 9/11/ daquele ano, para governar até 1924. Como prefeito,
sua preocupação foi com o equilíbrio financeiro do Município. Mas, realizou
obras importantes para a época, como a conclusão da pavimentação de algumas
ruas. Pavimentou a Rua Balduíno Taques, do Cemitério Municipal até a Avenida
Vicente Machado. E tomou a iniciativa de realizar um recenseamento na
cidade, que, em 1920, tinha 2.496 casas e 12.259 habitantes, enquanto que
nos distritos de Uvaia e Itaiacoca, haviam 546 casas e 15.621 moradores.
O prefeito proibiu a entrada na cidade de vendedores de erva-mate, para não
prejudicar o comércio local. Foram construídas escolas públicas em Oficinas
e Uvaranas. Em 3 de junho de 1922, no Salão da Câmara Municipal, foi fundada
a Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa, tendo, como primeiro
presidente, Bonifácio Ribas. Em outubro de 1923, era inaugurada, em
Uvaranas, a sede do 13º Regimento de Infantaria. Brasílio Ribas faleceu em
30 de novembro de 1931.
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Abraham Glasser
Em
02/02/1917, foi eleito prefeito o médico Abraham Glasser, com 461 votos. O Município vivia dificuldades
financeiras e foi lançado o imposto predial e taxa sanitária mais elevados.
Entre as obras de Glasser, a construção de bueiros nas ruas Pinheiro
Machado, General Carneiro, Dr. Colares, Augusto Ribas, Cel. Cláudio e
Rosário. Foi calçada a Rua Comendador Miró e construído um coreto na Praça
Floriano Peixoto.
O prefeito alugou um prédio, na Rua XV de Novembro, para sediar a Câmara
Municipal e salas para o funcionamento da própria Prefeitura. Os prédios
onde funcionavam Câmara e Prefeitura foram alugados ao governo do Estado,
que ali instalou o Fórum e a Casa de Detenção.
Foram executadas obras de reformas na rede elétrica e colocadas lâmpadas
incandescentes e filamentos de carbono. Os fios de cobre foram renovados e
os postes passaram a ser feitos de madeira. Surgiu, na época a "Gripe
Espanhola", que matou muitas pessoas. A única empresa funerária chegou a
receber incentivo de isenção de impostos para poder fazer frente à demanda.
Em setembro de 1918, era inaugurado o Clube Pontagrossense, no mesmo local
onde hoje se encontra. A Prefeitura realizou a arborização da Avenida
Vicente Machado.
Abraham Glasser nasceu em Canguçu, Rio Grande do Sul, em 1º de junho de
1887. Foi médico da Santa Casa e do Hospital 26 de Outubro. Faleceu em São
Paulo.
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Coronel Vítor Antônio Batista
Foi
empossado em 9/09/1924. Nasceu em Ponta Grossa, em 26/10/1880 e aqui faleceu
em 7/09/1950. Construiu a praça em frente a Estação Ferroviária, a Casa de
Detenção, e conseguiu a criação do Colégio Regente Feijó, que passou a
funcionar na rua Dr. Colares. Foi construído o Matadouro Municipal. Ampliou
e urbanizou as praças Floriano Peixoto e Barão do Rio Branco, que foi
dividida em duas, uma parte arborizada, com passeios; outra, reservada para
circos, quermesses etc. Se empenhou na criação da Diocese. Auxiliou na
compra de uma das mais belas mansões da cidade, para servir de Palácio
Episcopal.
Foi iniciada a construção de um seminário diocesano e concluída a construção
da Catedral. O primeiro bispo, D. Antônio Mazaroto, só veio a instalar a
Diocese em 1930, quando a Catedral e o Seminário ficaram prontos. Executados
os calçamentos das ruas Dr. Colares, Cel. Cláudio, e Avenida Bonifácio
Vilela.
O prefeito concedeu 51 metros de frente, na Praça Barão de Guaraúna, para a
construção da "Igreja Polaca", que ficou no meio da praça. Em 11 de junho de
1927, foi iniciada a construção daquela igreja, em homenagem ao Sagrado
Coração.
O prefeito conseguiu junto ao governo do Estado a aquisição de um terreno na
esquina das ruas Engenheiro Schamber e Marechal Deodoro, para a construção
do prédio que abrigaria o Fórum, inaugurado em 4 de janeiro de 1928. Um ano
antes, foram realizadas melhorias na rede telefônica da cidade.
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Elyseu Campos Mello
Eleito
em 9 de abril de 1928. Nasceu em Porto de Canções, São Paulo, em 27 de
agosto de 1856, e faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1934.
Advogado, pecuarista e madeireiro. Foi vereador por duas vezes e deputado
federal, também por duas vezes.
Foi, durante alguns anos, proprietário do jornal "Diário dos Campos". Sua
participação maior, foi como deputado, quando ajudou na administração de seu
cunhado, Theodoro Batista Rosas, principalmente na construção da rede de
água e esgotos.
Como prefeito, governou a cidade até 1930, afastando-se antes de concluir
seu tempo de mandato, devido à crise econômica que se abateu no mundo todo,
em 1929. O prefeito teve problemas com o governador do Estado, Affonso
Camargo.
Quando esteve no Rio de Janeiro, renunciou ao mandato, no dia 15 de maio de
1930, oficiando a Câmara Municipal, na pessoa de seu presidente, Albary
Guimarães. Alegou "motivos de ordem pessoal".
Elyseu Campos Mello não mais retornou à Ponta Grossa, permanecendo no Rio de
Janeiro, onde faleceu, quatro anos depois.
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Lysandro Alves de Araújo
Nasceu
em Palmeira, em 13 de setembro de 1878. Assumiu interinamente o governo
municipal, com a renúncia de Elyseu Campos Mello.
Foi convidado pelo governador do Estado, com o objetivo de manter a ordem no
Município. Lysandro foi vereador por várias vezes, e foi deputado estadual,
tendo sido um dos fundadores do Partido Social Democrático, no Paraná,
juntamente com Manoel Ribas e Moisés Lupion.
Tendo enfrentado uma época de turbulências políticas, não foram realizadas
obras relevantes durante sue período de governo.
Faleceu em 23 de março de 1954, em conseqüência de ferimento produzido por
uma mordida de cavalo, na altura do fígado, ferimento que se transformou em
câncer.
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Jorge Becher
Também
nomeado interinamente, governou Ponta Grossa durante alguns meses, de
outubro de 1930 até o início de 1931.
Denominou a praça em frente à
Estação Ferroviária, a "Praça da Estação", de Praça João Pessoa.
Entrou em negociações com a Companhia Prada de Eletricidade, de São Paulo,
para a instalação de uma usina e imóveis necessários para exploração da
distribuição e venda de energia elétrica na cidade.
O contrato foi firmado para vigorar durante 50 anos. A cidade acabou
prejudicada, pois veio o desenvolvimento e a companhia não aumentou, nem
modernizou sua usina, prejudicando o progresso de Ponta Grossa.
Eram constantes as interrupções de luz na cidade, gerando a insatisfação da
população.
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Othon
Mader
Natural de Curitiba, de onde
veio para governar Ponta Grossa, interinamente, nomeado pelo governador do
Estado.
Permaneceu à frente do Executivo por pouco tempo, em 1931.
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Brasil Pinheiro Machado
Nascido
em Ponta Grossa, foi nomeado prefeito, em 1932. Era época da Revolução
Constitucionalista, contra o governo de Getúlio Vargas, que atingia São
Paulo e Mato Grosso. Havia o cuidado para que a revolução não se alastrasse
também pelo Paraná. Pinheiro Machado foi nomeado com a missão de manter,
aqui, a ordem e a tranqüilidade.
Advogado, foi um dos diretores do Colégio Regente Feijó. Durante algum
tempo, foi nomeado interventor do Paraná, por Getúlio Vargas.
Na época de seu governo municipal, foi fundado e instalado o Quartel da 5ª
Infantaria Divisionária, em maio de 1934. No mesmo ano, foram iniciadas as
obras de construção da nova Igreja Nossa Senhora do Rosário, no lugar de uma
antiga, que se encontrava em más condições, já que havia sido construída no
século XIX.
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Coronel
Pedro Sherer Sobrinho
Comandante da Polícia
Militar do Estado, veio à Ponta Grossa para ser prefeito. Época difícil da
política nacional. Razão da escolha de um elemento da Polícia Militar para
governar a cidade.
Durante esse período, os ânimos da política serenaram e, logo em seguida,
Albary Guimarães tomava posse.
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ALBARY GUIMARÃES
Foi
nomeado pelo interventor Manoel Ribas, em 18/08/1934. Governou o Município
por 12 anos. Venceu as eleições de 1935 com expressiva votaçao. Foi
empossado em 25/01/1936.
Enfrentou dificuldades. Não houve decisão sobre a conclusão das obras da
Igreja do Sagrado Coração de Jesus, reclamada pela população. Solicitou ao
governo o cancelamento da dívida do Município e pediu verbas para ampliação
das redes de água e esgoto. Sem nada receber, as obras não foram concluídas.
Ainda assim apresentou realizações, como melhorias em ruas de Oficinas e nas
estradas de Biscaia e Passo do Pupo, instalando uma escola no Distrito de
Itaiacoca.
Foi executado o calçamento da Av. Ernesto Vilela, alargada a Rua Cel.
Bittencourt. Reformas na Praça João Pessoa. Em 1938 era fundada e passava a
funcionar a Faculdade de Farmácia e Odontologia, que, pouco depois, era
fechada, com seus alunos tendo que concluir os cursos em Curitiba.
Em 10 de julho, era inaugurado o novo edifício da agência de Correios e
Telégrafos. Instalada uma "bomba de gasolina" na Praça Barão do Rio Branco.
Era inaugurada a Escola de Trabalhadores Rurais "Augusto Ribas". Era
construído, pelo governo do Estado, o quartel do Corpo de Bombeiros. Foi
inaugurado o Hospital 26 de Outubro e construído o Aeroporto Santana; a
Praça Barão do Rio Branco recebeu jardins, a Concha Acústica e outros
melhoramentos. Em 1943 era fundada a Indústria Wagner.
O presidente Getúlio Vargas veio à Ponta Grossa em 1944. Era sua segunda
visita, pois já estivera aqui quando da Revolução de 1930, passando alguns
dias, enquanto acompanhava o desenrolar dos acontecimentos no Rio de
Janeiro. Foi, em Ponta Grossa, que recebeu a notícia de que deveria seguir
para tomar posse no governo federal. Foi quando Ponta Grossa passou ser
conhecida como a "Capital Cívica do Paraná". Em janeiro de 1945, Albary
Guimarães renunciou ao cargo.
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Peregrino Dias da Rosa Filho
Os
ânimos estavam exaltados na política local, quando da renúncia de Albary
Guimarães. Foi nomeado Peregrino Dias da Rosa Filho, da Polícia Especial do
Paraná, para serenar os ânimos. Governou até agosto de 1945. Advogado,
natural de Vassouras, Rio de Janeiro, nasceu em 18 de junho de 1914. Além de
Ponta Grossa, foi prefeito nomeado, pelo interventor Manoel Ribas, de
Teixeira Soares e Lapa.
O prefeito Albary Guimarães, que desejava renunciar, devido à oposição que
sofria, acabou apenas licenciando-se, sendo indicado Peregrino Rosas Filho.
No pouco tempo em que governou o Município, procurou modificar e melhorar os
serviços de iluminação pública no centro da cidade. Ampliou
consideravelmente os serviços de água e esgoto. Peregrino também recebeu a
forte oposição do jornalista José (Juca) Hoffmann, através de colunas no
jornal "Diário dos Campos".
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Cláudio Mascarenhas
Foi
nomeado em agosto de 1945. Pontagrossense, nasceu em 7 de setembro de 1888.
Bancário, instalou em Ponta Grossa a filial do Banco do Estado do Paraná, em
1943, tendo sido seu gerente até 1951, passando ao cargo de inspetor do
banco. Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia, tendo, ainda, ocupado
cargos públicos municipais.
Durante seu rápido governo, incentivou a criação do Centro Cultural Euclides
da Cunha, o Centro Interamericano, e iniciou a construção da Biblioteca
Pública.
Os acontecimentos de 29 de outubro, que depuseram Getúlio Vargas, levaram
Mascarenhas a se afastar do governo municipal, por entender que a nova
conjuntura política exigia mudanças também nos estados e municípios. Cláudio
Mascarenhas faleceu em Ponta Grossa, em 1964.
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Joanino
Carlos Gravina
Foi
nomeado prefeito interino e tomou posse no início de novembro de 1945, tendo
governado até meados de 1946. Nasceu em Ponta Grossa no dia 15 de novembro
de 1914. Por algum tempo, foi médico do Centro de Saúde Pública do
Município.
Durante seu governo, dotou o Posto de Saúde com aparelho de Raio X e de
Abreugrafia. Realizou obras, como o calçamento de trechos da Rua Comendador
Miró, isentando de impostos e taxas os espetáculos teatrais; aprovou uma
escala de vencimentos para o pessoal do quadro permanente da Prefeitura;
melhorou a situação das praças e procurou incentivar os moradores e pintar e
limpar suas propriedades.
Mandou construir passeios em várias ruas da cidade. Alguns anos depois de
deixar a Prefeitura, mudou-se para Curitiba.
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Theodoro Pinheiro
Machado
Foi
nomeado prefeito em julho de 1946 para governar o Município interinamente.
Fazendeiro e pecuarista da região, foi o primeiro na criação de gado Santa
Gertrudes no Paraná.
Durante sua gestão, criou uma feira livre na Praça Barão de Guaraúna,
transferida, depois, para a Rua Benjamim Constant.
Abriu a Rua Júlia Lopes, ligando os bairros de Nova Rússia e São José.
Pinheiro Machado pertencia ao Partido Republicano.
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Capitão
Gabriel Mena Barreto
Foi nomeado em
outubro de 1946, como prefeito interino.
Militar reformado do Exército, era natural do Rio Grande do Sul.
Lecionava como professor contratado, no Colégio Regente Feijó.
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João Vargas de Oliveira
Eleições
foram realizadas em 1947, de acordo com a nova Constituição de 1946 (que
teve como um de seus constituintes o senador ponta-grossense Flávio Carvalho
Guimarães). Foi eleito João Vargas de Oliveira, pela UDN (União Democrática
Nacional).
João Vargas nasceu em Ponta Grossa em 15 de outubro de 1908. Formado em
Ciências Jurídicas, fundou as Lojas João Vargas de Oliveira e a Companhia
Pontagrossense de Automóveis, dois dos maiores empreendimentos comerciais da
época.
Por vários mandatos, foi deputado estadual e federal. Foi secretário de
Estado dos Negócios da Agricultura.
Durante sua gestão, trouxe a Companhia Aérea Real para estabelecer rota
aqui. Realizou obras de reformas na Praça Barão de Guaraúna, entre inúmeras
outras realizações.
Foi construída ponte sobre o Rio São Jorge. Conseguiu que a Estrada de Ferro
Central do Paraná tivesse seu ponto terminal no Município. Construiu casas
populares na Vila Marina, escolas municipais em Pedras, Bocaina e Colônia
Moema.
Foi construída a estrada Ponta Grossa/Ortigueira/Apucarana. Construído o
Cemitério São João. Era instalada a Metalúrgica Schiffer. Instalava-se o
Frigorífico Wilson, atual Sadia.
Em 1951, renunciou ao cargo, para se candidatar à uma vaga na Assembléia
Legislativa. Assumiu o comando do Município, então, o presidente da Câmara
Municipal, professor Heitor Ditzel, a quem deixou a realização da planejada
I Exposição Feira Industrial de Ponta Grossa.
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Heitor Ditzel
Foi
empossado no dia 5 de março de 1951. Nasceu em Ponta Grossa, em 16 de abril de 1919.
Professor e jornalista, atuou na Imprensa local como redator-chefe. Foi
secretário da Câmara Municipal e vereador por vários mandatos.
Como prefeito, cumpriu, em seu curto período as obrigações administrativas
do cargo, tendo, como destaque, a realização da Primeira Exposição Feira
Industrial de Ponta Grossa, nas dependências da Federação das Cooperativas
de Produtores de Mate do Paraná Ltda., na Rua Ermelino de Leão.
Pesquisador da história de Ponta Grossa, não chegou a publicar seus
conhecimentos e pesquisas, devido a grave e longa enfermidade, que o levou à
morte em 1972.
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Petrônio Fernal
Eleito
em 1951, foi prefeito até 1955. Nasceu em Oliveira, Minas Gerais, em 8 de
março de 1916.
Formado em Direito, advogava em Ponta Grossa. Conseguiu, no início de seu
governo, elevar o orçamento municipal. Melhorou a situação do funcionalismo
e procurou mecanizar os serviços municipais, comprando motoniveladoras,
caminhões para vários serviços, inclusive alguns especiais para a coleta do
lixo.
Dotou o Corpo de Bombeiros de modernos equipamentos para a época. Pavimentou
a Rua D. Pedro II, na Nova Rússia. Asfaltou a Avenida Visconde de Mauá e
pavimentou as ruas Ermelino de Leão e Operários, em Olarias.
Inaugurou a fábrica de tubos da Prefeitura. Instalou 13 açougues nos
bairros, sob controle municipal, para disciplinar a distribuição de carne à
população, a preços acessíveis.
Melhorou estradas vicinais e preocupou-se com o saneamento e distribuição da
rede de água.
Terminado seu mandato, foi eleito deputado federal. Deixou saldo positivo de
caixa na Prefeitura
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José "Juca" Hoffmann
Tomou
posse em 1955. Nasceu em Ponta Grossa no dia 21/07/1904. Foi proprietário do
jornal "Diário dos Campos". Foi vereador em 1947.
Em 1950, foi eleito deputado estadual e, em 54, prefeito municipal. Governou
Ponta Grossa até 1958, quando deixou o cargo para assumir novo mandato na
Assembléia Legislativa. Foi assessor de Imprensa no governo de Paulo
Pimentel.
Em 1962, novamente elegeu-se prefeito. Enfrentou dificuldades em seu
governo, por questões políticas locais e nacionais. Acabou renunciando em
66.
Durante seu governo, asfaltou a Av. Vicente Machado e a Rua XV de Novembro,
remodelou a Praça Barão do Rio Branco. Construiu praças nos bairros e
remodelou as praças Floriano Peixoto e Barão de Guaraúna.
Criou o Projeto Alagados para substituir a já insuficiente rede de
distribuição de água, que vinha do manancial do Botuquara, sem que tenha
contudo, podido realizar tal projeto. Pavimentou e ampliou linhas de ônibus.
Fez projeto de doação de terrenos para famílias carentes. Projetou e deu
início à construção do Mercado Municipal e da Estação Rodoviária.
Conseguiu trazer para Ponta Grossa as faculdades de Filosofia, Ciências e
Letras, Odontologia, Farmácia e Bioquímica e de Direito.
Ao se afastar da Prefeitura, por força de injunções políticas do regime
militar da época, em março de 1966, passou a trabalhar na Estrada de Ferro
Central do Paraná. Faleceu em 18 de março de 1969, já afastado da vida
política da cidade.
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Michel Namur
No
final de 1958, por força da renúncia de José Hoffmann, do cargo de prefeito,
para concorrer à
Assembléia Legislativa, assumiu a chefia do Executivo Municipal, na condição
de presidente da Câmara Municipal, o médico Michel Namur, que concluiu o
mandato iniciado por José Hoffmann.
Namur, por força de dispositivo constitucional, cumpriu mandato até a
realização de novas eleições, já que não havia vice-prefeito.
Tomou posse no dia 2 de março de 1959.
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Eurico Batista Rosas
Tomou
posse em 22/11/1959 e governou até 1962.
Nasceu em Ponta Grossa, em 10/01/ 1915. Formado em Engenharia Civil e
Agrimensura, foi professor de Matemática e Geografia Física em Ponta Grossa.
Foi, também, engenheiro da Prefeitura, além de secretário de Estado dos
Negócios da Viação e Obras Públicas.
Como secretário, conquistou várias obras, como ampliação dos grupos
escolares Júlio Theodorico, Professor Collares, Amálio Pinheiro e General
Osório e melhorias em outras escolas, como a conclusão do Grupo Escolar
Meneleu de Almeida Torres, na Vila Vilela.
Teve papel importante no reinício das obras da construção do Edifício das
Faculdades, construção do Ginásio de Esportes Borell Du Vernay e do Parque
Estadual de Vila Velha. Conseguiu verbas para o portão de entrada e
arquibancadas de concreto do Estádio Germano Kruger e para os muros do
Estádio Joaquim de Paula Xavier.
Eurico Rosas foi o vereador mais votado, pela UDN, em 1947. Foi eleito
deputado estadual em 54 e reeleito em 58. Em 1959 foi eleito prefeito e,
empossado, enfrentou dificuldades financeiras, tendo conseguido equilibrar o
orçamento. Pavimentou várias ruas, construiu galerias, remodelou os
cemitérios, recuperou viaturas e modificou o Parque de Máquinas; executou
obras de recuperação em várias estradas da zona rural com a construção de
pontes e pontilhões. Ampliou os serviços de iluminação pública e a rede de
água e esgoto. Adquiriu motores e bombas para o serviço de água na cidade,
implantou o serviço de merenda escolar gratuita nas escolas municipais e
instituiu o concurso para professores da rede municipal, além de estabelecer
um sistema de distribuição gratuita de material escolar para alunos
carentes.
Levou assistência médica e postos de medicamentos a todos os distritos. Em
61, Eurico prestigiou a fundação do Hospital Bom Jesus. Em 13 de março de 62
criou o Distrito de Periquitos.
Após deixar a Prefeitura, se elegeu, por várias vezes, à Assembléia
Legislativa, até o ano de 1970, quando disputou, e não venceu, uma cadeira
na Câmara dos Deputados.
Quando os partidos foram extintos, em 1966, Eurico comandou a fundação do
MDB, em Ponta Grossa. Por esse partido, concorreu à Câmara dos Deputados, em
70, à Prefeitura Municipal em 72 e 76, sem lograr êxito.
Sua última participação em processo eleitoral se deu em 82, na condição de
candidato a vice-prefeito, já pelo PMDB, partido que sucedeu o MDB, na chapa
encabeçada pelo professor José Gomes do Amaral, também sem êxito.
Eurico Batista Rosas, quando, enfim, cuidava apenas de suas atividades
particulares, como fazendeiro, faleceu, aos 78 anos de idade, no dia 5 de
julho de 1993,em hospital de Curitiba. No dia seguinte, dia de seu
sepultamento, receberia a primeira homenagem póstuma: No dia 6 de julho, o
governador Roberto Requião esteve em Ponta Grossa, para vistoriar as obras
do antigo "Trevo Presidente". Enquanto o corpo do ex-prefeito era velado no
Salão Nobre da Prefeitura Municipal, seu nome era eternizado por Requião
que, naquele momento, denominava o então futuro viaduto de Viaduto "Prefeito
Eurico Batista Rosas". Foi uma homenagem que a cidade aplaudiu.
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Fulton
Vitel Borges de Macedo
Em vista da renúncia de Eurico
Rosas, para se candidatar à Assembléia Legislativa do Estado, assumiu a
Prefeitura Municipal o médico Fulton Vitel Borges de Macedo, na condição de
presidente da Câmara Municipal, em 1963.
Ficou poucos meses no cargo, de vez que, no mesmo ano, o povo elegia, em
pleito que passou para a história, o deputado José Hoffmann, para um um
segundo mandato na Prefeitura Municipal.
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Plauto Miró Guimarães
Tomou
posse como vice-prefeito, em sessão especial na Câmara Municipal, em
10/03/1964, na condição de presidente do Legislativo. Com a renúncia de José
Hoffmann, provocada por ação do Regime Militar, Plauto foi empossado
prefeito no dia 15/06/1966 e governou até 69.
Era filho do senador Flávio Carvalho Guimarães. Formado em Direito pela
Universidade Federal do Paraná, nunca exerceu a profissão, dedicando-se aos
negócios da agropecuária. Durante sua gestão, a cidade ganhou a implantação
do Projeto Alagados. Dotou a cidade de moderna rede telefônica, criando a
Companhia Pontagrossense de Telecomunicações (CPT), empresa de economia
mista, da qual a Prefeitura era a maior acionista. Iniciou com 3.000
telefones automáticos.
Na sua gestão, ainda, Ponta Grossa ganhou três novos núcleos habitacionais,
o 31 de Março, o Cel. Luiz Gonzaga Pereira da Cunha e o Senador Flávio
Carvalho Guimarães.
Elaborou o Plano Diretor de Desenvolvimento de Ponta Grossa, promoveu uma
reforma administrativa na Prefeitura Municipal, criando as secretarias
municipais, como forma de agilizar o processo administrativo.
Plauto Miró Guimarães foi, também, secretário de Negócios do Interior e
Justiça, durante o primeiro Governo Ney Braga. Foi candidato a prefeito em
mais duas oportunidades, em 72 e 82, sem obter êxito. Acometido de mau
súbito, faleceu no dia 16/07/1986.
Durante o governo de
Plauto Miró Guimarães, em pleno Regime Militar, um fato marcou a história
política da cidade. Atualmente, quando ausentes, ou impedidos, o prefeito, o
vice e o presidente da Câmara Municipal, o diretor do Fórum é quem assume o
comando da Prefeitura. O mesmo ocorre nas outras duas esferas de governo,
estadual e federal.
No Governo Plauto não existia a figura do vice-prefeito. Ele próprio assumiu
o cargo nessa condição. Ausentes prefeito e presidente da Câmara, José Luiz
de Souza Neto (se encontravam em Porto Alegre – RS, em reunião nacional de
prefeitos e presidentes de legislativos municipais), assumiu a prefeitura o
militar Horácio Nunes Rocha (foto).
A determinação foi do general Itiberê Gouvêa do Amaral, comandante da 5a
Brigada de Infantaria Blindada.
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Cyro Martins
Eleito
em 1968, tomou posse no dia 31/01/69. Nasceu em Ponta Grossa, no dia
14/07/1928. Era formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do
Paraná. Foi professor de Matemática e Desenho.
Sua maior realização como prefeito foi a criação do PLADEI, Plano de
Desenvolvimento Industrial de Ponta Grossa, para o incentivo à conquista de
novas indústrias. Com a implantação do Parque Industrial, em terreno
adquirido junto à Rede Ferroviária Federal, com uma área de cem alqueires, a
conquista de novos investimentos foi facilitada.
Já em 1971, instalavam-se em Ponta Grossa, empresas de grande porte, como
Sanbra, Cargill, Mak Bros, Kurashiki, Sagro, e Quimbrasil, entre várias
outras. Sua administração ainda hoje é reconhecida como um grande marco na
história de Ponta Grossa. Para viabilizar essas conquistas, Cyro Martins
estendeu a rede elétrica da cidade até o Parque Industrial.
Cyro Martins inaugurou a Estação Rodoviária e o Mercado Municipal. Com a
morte do governador Parigot de Souza, em 1973, Cyro chegou a ter seu nome
cogitado para o governo do Estado.
Foi deputado estadual de 1979 a 1983. Antes, voltou a se candidatar a
prefeito em 1976, sem sucesso. Em 82, sofreria nova derrota eleitoral,
também para a Prefeitura Municipal. A partir daí, se afastou da vida
pública, falecendo em 06/11/1986.
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Luiz Gonzaga Pinto
Tomou
posse em de janeiro de 1973, governando a cidade até março de 1975. Nasceu
em 21 de junho de 1920, em Piranguinho, MG. Formado em Engenharia de Minas e
Metalurgia Civil. Fixou residência em Ponta Grossa, fundando a
Metalúrgica Santa Cecília. Foi presidente da Associação Comercial e
Industrial de Ponta Grossa. Foi, também, provedor da Santa Casa de
Misericórdia.
Não terminou seu tempo de mandato como prefeito, renunciando em março de 75,
para assumir o cargo de secretário de Negócios da Indústria e Comércio, no
governo de Jayme Cante Júnior.
Em seu governo, foi concedida autorização, com exclusividade, à Companhia de
Saneamento do Paraná (Sanepar) , para exploração e operação dos sistemas de
água e esgoto, desaparecendo, em conseqüência, a autarquia municipal Serviço
de Água de Saneamento de Ponta Grossa, o SAS-PG.
Em em 1973, instalou-se oficialmente a Copel no Município, depois de ter
adquirido as ações da Companhia Prada de Eletricidade, que, até então, era a
concessionária na exploração do serviço de energia elétrica. Gonzaga Pinto
deu seqüência ao Plano de Desenvolvimento Industrial, conquistando várias
empresas. Mandou retirar os postes de iluminação pública do centro da
Avenida Carlos Cavalcanti, que foram instalados nas laterais, possibilitando
o alargamento da avenida.
Durante seu governo, foram realizadas as comemoração do sesquicentenário de
emancipação de Ponta Grossa. Na Praça Floriano Peixoto, foi erguido um
monumento comemorativo aos 150 anos do Município. Várias ações foram
desenvolvidas, voltadas ao setor da Educação, merecendo destaque a criação
do DERO - Departamento de Esporte e Recreação Orientada, que acabou dando
origem à hoje Secretaria Municipal de Esportes e Recreação. É de seu governo
a lei que criou o FUNREBOM - Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros .
Deixando o governo municipal, para assumir seu cargo no governo do Estado,
Luiz Gonzaga Pinto passou o comando do Município ao vice-prefeito, Amadeu
Puppi.
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Amadeu
Puppi
Amadeu Puppi, nascido em Campo
Largo, foi empossado prefeito em 13/03/1975. Formou-se em Medicina, pela
Universidade Federal do Paraná. Foi diretor dos Hospitais 26 de Outubro e
São Lucas além de professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Puppi
foi vereador de 1947 a 1950. Deputado estadual em 1950, 1954, 1962 e 1965.
Por duas vezes, foi vice-presidente da Assembléia Legislativa.
Como
prefeito, suas atenções voltaram-se principalmente para a área da Educação.
Além disto, urbanizou vários logradouros, construiu praças e levou
eletricidade para algumas localidades.
Firmou convênios com o governo do
Estado, para a construção do Aeroporto do Botuquara e a Rodovia dos
Minérios, para escoamento da produção de Itaiacoca. Ampliou em mais 4 mil
terminais telefônicos, instalados pela Companhia Pontagrossense de
Telecomunicações.
É de seu governo, a construção do Núcleo Habitacional Dal
Col, bem como, o asfaltamento da Avenida Carlos Cavalcanti, entre outras.
Dedicou-se, também, à conquista de novas indústrias.
No dia 11 de novembro, foi inaugurado o trecho ferroviário Ponta
Grossa-Itapeva (SP), pelo presidente Ernesto Geisel, que veio à Ponta
Grossa, especialmente para tal acontecimento.
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Luiz
Carlos Zuk
Tomou posse no em 01/02/1977.
Durante sua gestão, realizou obras de grande vulto, tendo, também, investido
na qualidade de vida da população, atendendo os setores de Saúde, Educação e
Assistência Social. Pavimentou considerável número de vias públicas,
especialmente nos bairros, construiu várias praças e quadras poliesportivas.
Investiu Segurança Pública, com a construção de módulos policiais.
Conquistou os núcleos residenciais Santa Paula, Santa Terezinha, Santa
Luzia, Santa Maria, Rio Verde, Bôrtolo Borsato e David Federmann, entre
outros.
Zuk criou o PRODEIN (Programa de Desenvolvimento Industrial),
através do qual conquistou várias novas indústrias, como a Geroma do Brasil
e a Paraná Refrigerantes (fabricante da Coca-Cola). Construiu os novos
prédios da Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal, que denominou de
"Paço Municipal "David Federmann".
Seu governo construiu, ainda, o prédio do
Fórum e dois ginásios de esportes: Na Praça Getúlio Vargas, o Ginásio Estanislau Stanislawzuk, hoje conhecido como "Zukão"; e, na Rua Balduíno
Taques, o Ginásio de Esportes "Oscar Pereira". São de seu governo, a
transferência da CPT para a Telepar, a contratação da uma empresa (Vega
Sopave, de São Paulo) para os trabalhos de limpeza e coleta do lixo urbano e
a implantação do meio expediente na Prefeitura Municipal, no horário das 12
às 18 horas, que permanece até hoje.
Zuk foi vereador e deputado estadual,
antes de ser prefeito de Ponta Grossa. Eleito pelo MDB, atendendo convite do
então governador Ney Braga, filiou-se ao PDS, pelo qual concorreu a deputado
estadual, em 1982, não obtendo sucesso. Voltou a disputar a Prefeitura em
1988, pelo PDT, não logrando êxito, novamente. Em 90, conquistou a condição
de suplente de deputado estadual. Em 1992, concorreu ao cargo de
vice-prefeito, na chapa de Djalma de Almeida César, que foi derrotado por
Paulo Cunha Nascimento. Em 93, assumiu uma cadeira na Assembléia
Legislativa. Foi reeleito com expressiva votação, em 1994.
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Romeu
de Almeida Ribas
Com a renúncia de Luiz Carlos
Zuk, no dia 14 de maio de 1982, para concorrer a deputado estadual, assumiu
o governo municipal, o vice-prefeito Romeu de Almeida Ribas. Romeu foi o
primeiro a tomar posse na nova sede da Câmara Municipal e a receber o cargo
no novo prédio da Prefeitura Municipal, construídos por seu antecessor, Luiz
Carlos Zuk.
Romeu teve a prestigiar a sua posse a deputado Ivete Vargas,
presidente nacional do PTB e o ex-governador Paulo Pimentel, pelo fato de
que estava assumindo uma prefeitura municipal o primeiro petebista em todo o
Brasil.
Com período curto, Romeu não chegou a desenvolver nenhum programa
especial de governo, empenhando-se em conduzir os negócios da administração
pública até a posse de seu sucessor, Otto Cunha. Inaugurou várias obras
iniciadas no Governo Zuk.
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Otto Santos da
Cunha
Tomou posse em 01/01/1983, para um mandato de seis anos.
Advogado,
industrial e pecuarista, nasceu em 19/01/1937.
Obteve várias conquistas em
seu governo, como a construção de viadutos e ligações, com destaque paga os
viadutos do Trevo Vendrami, da ligação com os núcleos Santa Maria e Santa
Marta e o da ligação da cidade com os conjuntos Santa Paula e Santa
Terezinha. Conseguiu, ainda, as duplicações da Avenida Presidente Kennedy e
da Avenida Souza Naves, até o trevo na saída para o Norte do Estado, no
Caetano.
Durante seu governo, foi feita a ligação da Avenida Visconde de
Taunay com os núcleos habitacionais Santa Paula e Santa Terezinha, além do
asfaltamento em grande número de ruas e recuperação do pavimento de outras
tantas, com recursos, a fundo perdido, do Projeto Cura II, conseguido junto
ao governador Álvaro Dias, com quem mantinha estreito relacionamento. Por
conta disso, ainda, conseguiu que o governo do Estado pavimentasse a estrada
Ponta Grossa-Itaiacoca, até a localidade de Biscaia, além da ligação Ponta
Grossa-Guaragi.
Construiu, em terreno alugado junto ao Ministério do
Exército, o Parque de Exposições "Otto Cunha", denominação dada por
iniciativa da Câmara Municipal. Ainda em seu período de administração, foram
criadas as Secretarias Municipais da Indústria, Comércio e Turismo e da
Agricultura e Pecuária, desmembradas da antiga Secretaria Municipal da
Economia.
Otto deu grande incentivo à comercialização pecuária, fazendo de
Ponta Grossa um importante ponto de referência para o setor. Defendendo a
organização da comunidade, o governo de Otto Cunha patrocinou a criação das
associações de moradores de bairros. Promoveu ações que recuperaram e
remodelaram o Parque de Máquinas da Prefeitura Municipal, como, da mesma
forma, a usina de asfalto do Município.
Aproveitando a presença do senador
Affonso Camargo Neto, no Ministério dos Transportes, o prefeito Otto Cunha
agilizou as negociações com a Rede Ferroviária Federal, de modo a garantir
para o Município toda a área de terreno, que cortava a cidade, com os
trilhos da Rede, incluindo o grande pátio, na área central, com as duas
estações de passageiros, mais o terminal de cargas. Otto chegou a encomendar
um projeto de ocupação dessa área ao arquiteto Jaime Lerner, mas acabou não
conseguindo desenvolver as obras pretendidas.
Após passar o cargo a seu
sucessor, Pedro Wosgrau Filho, a quem apoiou nas eleições de 88, Otto Cunha
se elegeu deputado federal, em 90. Em 94, candidato à reeleição à Câmara
Federal, não obteve êxito.
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PEDRO
WOSGRAU FILHO
Nasceu em Ponta Grossa em 19/09/947. Engenheiro civil, formado pela
Universidade Federal do Paraná.
Eleito prefeito em 88, tomou posse em
01/01/89, governando até 31/12/92. Sua administração foi marcada por grandes
obras e ações voltadas à Saúde. Foi o idealizador e responsável por três
edições da München Fest, a Festa Nacional do Chope Escuro. A primeira foi
feita em local improvisado, no centro da cidade. Para a segunda, foi
construído o Centro de Eventos "Cidade de Ponta Grossa". O Governo Wosgrau
adquiriu o prédio do antigo Hospital "26 de Outubro", onde criou o Centro de
Ação Social.
Wosgrau Filho dotou a cidade de uma rede de postos de Saúde e
implantou o Pronto Socorro Municipal. É do seu governo a implantação do
Sistema Integrado de Transporte Coletivo Urbano, com a construção dos
terminais Central, de Oficinas e da Nova Rússia. E
reduziu a idade máxima da frota rodante de 25 para dez anos.
Também, a implantação do Estacionamento Regulamentado, a "Zona Azul", que
reverte sua arrecadação em favor de entidades que se dedicam à causa do
menor.
O prefeito Wosgrau trouxe a Ponta Grossa o presidente Fernando Collor
de Mello, para a inauguração de dois conjuntos habitacionais: Santa Marta
e Jardim Nossa Senhora das Graças, com 500 casas cada um. Na continuidade, o
governo municipal construiu o núcleo, o Pitangui, com 700 unidades. E
promoveu o lançamento de dois loteamentos populares, o Santa Mônica e o
Tibagi.
No campo da Educação, Pedro conquistou, junto ao governo federal, a construção de
um CAIC - Centro de Atendimento Integral à Criança. E, também, uma unidade
do CEFET - Centro Federal de Ensino Tecnológico.
Construiu, ao todo, 88 salas de aula, numa das maiores
ampliações da rede pública municipal de ensino da história da cidade.
Foi o prefeito que mais adquiriu máquinas e equipamentos para
o Parque de Máquinas, na história de Ponta Grossa.
Em termos de
industrialização, o Governo Wosgrau Fez a doação do terreno para a
instalação da cervejaria Kaiser.
Obteve a construção da nova unidade da Sadia em Ponta
Grossa.
Em seu governo, foram implantadas a Fundação do Idoso (FAPI), a Fundação
Promover e a Fundação ProAmor.
Adquiriu, junto à Rede Ferroviária Federal,
as áreas antes ocupadas pelos trilhos ferroviários na região central, e que
mais tarde serviram para instalar o Terminal Central, o Complexo Ambiental,
o prolongamento da avenida Vicente Machado, a avenida D. Geraldo Pellanda e
a avenida Dos Vereadores. Criou a Companhia de Habitação de Ponta Grossa –
Prolar.
Em 2004, foi novamente eleito prefeito, pelo PSDB, sendo o primeiro prefeito
da história de Ponta Grossa a disputar e vencer uma eleição em segundo
turno. Obteve
74.483, no primeiro turno, e
87.291, no segundo turno.
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PAULO CUNHA NASCIMENTO
Eleito em 3/10/1992, tomou posse em janeiro do ano seguinte.
Investiu na Educação, com a construção e ampliações de escolas. Foram
instaladas escolas de ensino técnico, garantido o transporte escolar
gratuito, entre outras iniciativas. Paulo proporcionou grande avanço,
também, no setor cultural, com as restaurações da Vila Hilda, da Estação
Paraná e da Concha Acústica, entre outras.
Inaugurou 15 postos de
Saúde, instalou novos equipamentos para o Pronto-Socorro, destinou
equipamentos para os hospitais Santa Casa, Bom Jesus e Evangélico. E
triplicou o fornecimento de medicamentos, além de construir o Hospital da
Criança.
Foram construídos o Centro de Convivência do Idoso, novas 5 creches
e implantadas a Casa do Irmão do Futuro, Casa da Semi-Liberdade e Estação do
Ofício e 11 centros comunitários. Criados os conselhos municipais de
Assistência Social, do Idoso e dos Direitos das Pessoas Portadoras de
Deficiências.
Construiu a Avenida D. Geraldo Pellanda, o prolongamento da
Rua Benjamin Constant, o complexo viário da Palmeirinha e implantou um novo
trajeto para a saída para Curitiba, através da Rua Emílio de Menezes.
Construiu, ainda, os calçadões das ruas Coronel Cláudio e 15 de Novembro e
o Parque Ambiental. No governo de Paulo, foi construída a Capela Mortuária
Municipal e foi remodelado o Aeroporto Santana. Foi, também, inaugurado o
Trevo "Prefeito Eurico Batista Rosas".
Na área dos esportes, a grande
conquista foi o tetracampeonato dos Jogos Abertos do Paraná. Também na
administração de Paulo Cunha Nascimento, foi instalada a fábrica da
Cervejaria Kaiser, implantadas várias outras empresas e destinados terrenos
no Parque Industrial para futuros investimentos. Foi, ainda, equacionado o
grande problema do Parque Municipal de Exposições.
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JOCELITO CANTO
Nasceu em Passo Fundo, RS. Chegou a Ponta Grossa em 1992, iniciando
sua trajetória na rádio local, Difusora. Seu estilo popular e a
transformação que fez do seu programa de rádio em uma grande obra social,
inclusive com a criação da "Garagem da Esperança", hoje uma instituição
reconhecida pelo seu caráter social, o levou a atender ao apelo popular e
ingressar na carreira política.
Foi eleito deputado estadual em 1994, pelo PSC, quando obteve mais de 20 mil votos. Dedicou seu mandato ao atendimento
das camadas mais carentes da população, aplicando os seus vencimentos em
obras sociais, e prestando contas de seus subsídios.
Esse trabalho resultou
em outra candidatura em 1996, desta vez a prefeito, pelo PSDB, elegendo-se
com cerca de 54 mil votos.
Como prefeito, voltou suas atenções
principalmente à comunidade dos bairros, sem ter deixado de atender às
necessidades do centro da cidade. Promoveu a retomada do processo de
industrialização, com a conquista de grandes empresas, ao mesmo tempo em que
incentivou as indústrias e o comércio já estabelecidos, proporcionando a
geração de milhares de empregos.
Realizou uma série de obras, visando a
melhoria das condições de vida da população e o embelezamento e valorização
da cidade.
Criou o projeto dos Condomínios Sociais, a Avenida München, o
Gabinete Móvel, entregou perto de quatro mil lotes urbanizados, e conquistou
centenas de casas populares.
Seu governo, entre várias outras obras,
revitalizou a antiga Chácara Dantas, criando o Parque Margharita Masini,
além da Feira do Bairros São José.
Criou o "Taxi Especial" para o transporte
de deficientes; pavimentou várias ruas e realizou o Natal mais iluminado da
história da cidade.
Em 2000, concorreu à reeleição, não tendo obtido a
vitória, mesmo superando a marca dos 60 mil votos. Em 2002 foi eleito
novamente deputado estadual, pelo PRP, agora com marca superior aos 53 mil
votos, sendo o candidato mais votado em Ponta Grossa à Assembléia
Legislativa.
Em 2006, foi reeleito para a Assembléia Legislativa, desta vez pelo PTB, com
65.284.
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Péricles
de Holleben Mello
É
ponta-grossense, casado co a dentista Luciana Martins e tem uma filha.
Professor universitário, formado em Engenharia Civil pela Universidade
Federal do Paraná.
Foi eleito vereador pela primeira vez em 1988 e reeleito em 1992. É
autor da lei que garante o passe escolar para estudantes carentes, o
"Passe-livre".
Em 1994, foi eleito deputado estadual. Em janeiro de 95, assumiu uma
cadeira na Assembléia Legislativa.
Em 2000, foi eleito pela coligação PT/PMDB/PHS para o cargo de
prefeito, com 72.583 votos.
Sua gestão foi marcada por investimentos na Cultura, Educação, no
resgate à Cidadania. Construiu monumentos e incentivou os artistas
locais. Em parceria com o governo do Estado, iniciou um dos maiores
programas de pavimentação em Ponta Grossa.
Foi o segundo prefeito a concorrer à reeleição no Município. Antes
dele, seu antecessor, Jocelito Canto, fora candidato, mas, perdeu para
o próprio Péricles.
Em 2004, Péricles de Mello, com o apoio de Jocelito, disputou, pelo
PT, o segundo turno das eleições municipais com Pedro Wosgrau Filho,
PSDB. Obteve 68.117 votos, no primeiro turno, e 81.296, no segundo
turno. Mas, acabou derrotado. Em 2005, foi conduzido à Direção
Administrativa da Sanepar - Empresa de Saneamento do Paraná.
Em 2006, elegeu-se mais uma vez deputado estadual, obtendo 29.012
votos.
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