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Seu Pedro |
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São
muitos os que perguntam o porquê de em minhas mensagens
não seguir um desejo de Feliz Natal, quando muito são
votos de Boas Festas!
O Dia de
Natal é uma data de tristezas; uma criança que veio ao mundo,
segundo alguns, predestinada a morrer. Um dia de dar
presentes, o dia de ficar bonzinho e nos demais um ser humano
nada humano?
Quanto paradoxo desejar felicidade a alguém justamente no dia
em que nasceu o menino que cresceu e desejou a felicidade para
todos. Talvez eu devesse desejar um Feliz Natal a todos os
Cristãos! Também seria egoísmo, pois Jesus não pregou
felicidade só para os que o seguiam; falou todos!
Natal é
indicador de nascimento e, se não nascermos para uma
realidade, só teremos um frívolo 25 de Dezembro, tão pior do
que os demais dias. Pior porque será data de martírio para os
demais 364 dias.
Martiriza-me, e creio que há muitos também, ver a fome batendo
à porta do irmão mais pobre e eu, engessado nos meus limites,
nada de relevante podendo fazer, no máximo ofertar um dízimo.
A festa e
o colorido são belezas que as acho bonitas. Mas nelas não
cultivo o nascimento do Salvador, ao qual não damos espaço
para que nos salve da vaidade de escolher, quando deveríamos
sentir escolhidos. E o homem escolheu um dia para ser o Natal!
Um dia
ingrato que nos obriga ao sacrifício de gastar mais do que
seria justo para presentear o comércio, a indústria e afins,
que mais lucram nesta data nada feliz aos olhos dos que
enxergam a dura realidade. Dos que olham ao seu redor!
Tudo isto
dentro da minha ótica, de um cristão que parece pensar como um
ateu. Mas eu, que creio na divindade de Cristo e que, seguindo
a hereditariedade, nos vejo divinos, já que somos filhos de
Deus, olho nosso irmão Jesus entristecido conosco, que dele a
essência negamos a seguir!
Estarei
normal, como a quase totalidade, andando pela praça, vendo
maravilhado a obra de artesanato manifestada pela mão do
artesão. Entenderei que político desejou agradar seu povo com
o belo presépio, verei sorridente o vendedor de pipocas, cuja
a renda se multiplica nestes dias, e contribuirei para isto
comprando a guloseima para a criançada.
Meu
dinheiro sacrificado ficará nas lojas de presentes, que me
serão entregues, revestidos por um papel enfeitado, protegidos
por sacola plástica que não se decompõe ameaçando o futuro de
nossos herdeiros.
E, como
querem que eu diga Feliz Natal? Ou felicidade é destruir? Por
isto desejo Boas Festas sem compromisso de dar presentes.
Dou a
quem precisa ou mereça o que posso, em um dia qualquer!
-
Seu Pedro deseja a todos a felicidade nos dias que se
aproximam, e que celebrem com modéstia e dentro da realidade,
seja em dezembro ou em junho, o Natal dos “Meninos Jesuzes!”.
(*) Seu
Pedro é o jornalista Pedro Diedrichs, editor do
jornal
Vanguarda, de Guanambi, BA.
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