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Ponta Grossa, terça-feira 07 de julho de 2009


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Alguma frustração certamente marcou, para a população que paga os impostos municipais, e, com eles, o salário dos seus representantes, e sustenta a máquina pública, o anúncio feito pelo promotor Roberto Ouriques, da ação que propôs à Justiça no caso do desvio de mais de 2,3 milhões de reais da Câmara Municipal pelo ex-servidor Rodrigo de Paula Pires.

O promotor, segundo ele com base no inquérito policial, apresentou denúncia apenas contra Rodrigo Pires, o que ocorreu por falta de provas contra os demais citados, também ex-servidores e três ex-presidentes do Legislativo. Nomes que foram citados durante boa parte do processo, praticamente desde que o caso se tornou público.

Pessoas que foram ouvidas pelo promotor, pelo delegado e pela CPI que investiga o rombo no âmbito da Câmara de Vereadores, nenhuma delas, além de Rodrigo, aparecem na denúncia, de acordo com o que revelou Roberto Ouriques.

O delegado Jairo de Camargo, que preside o inquérito policial, disse que as investigações prosseguem, pois ainda faltariam cópias de cheques a serem analisadas e, surgindo mais nomes, haverá indiciamento.

O policial explicou que a Polícia Civil e o Ministério Público “só podem fazer o que está descrito na lei e nada mais”. E afirmou que “Se os culpados não serão punidos, por falta de provas, é uma questão processual, que dificultou a coleta dessas provas”.

Daí a frustração. Não que a comunidade esteja torcendo para que pessoas, mais, ou menos conhecidas, vão para na cadeia, se não forem realmente culpadas. E denunciadas com as necessárias e irrefutáveis provas. Até porque, não houve a necessidade das devidas comprovações, da seriedade nas investigações, muito mais inocentes poderiam estar atrás das grades, e muito mais culpados poderiam estar soltos.

Mas, algumas indagações ainda estão ‘no ar”. Como aquela, feita pelo vereador George Luiz de Oliveira, membro da CPI, a Rodrigo de Paula Pires: “Cara, onde está o dinheiro?”.

E se, de fato, esse dinheiro será devolvido, e a quem caberá a obrigação do ressarcimento.

“O Rodrigo era um perdulário, gastou tudo”, foi dito. E daí, o que o contribuinte tem a ver com as extravagâncias do ex-servidor?

Outra pergunta, feita já no início desse processo: “Como pode um servidor desviar tanto dinheiro sem que ninguém tenha percebido?
“O sistema era falho”, alguém procurou justificar. Mais uma vez, e daí? O povo elegeu seus representantes, não contratou programas e sistemas, embora tenha pago as despesas de tais contratações e o custo que representa aqueles que elegeu.

Como explicou o promotor, houve a necessidade de propor a denúncia contra Rodrigo Pires antes desta terça-feira, para não lhe dar o direito de pleitear a devolução de bens em poder da Justiça, como dois carros e uma casa. O que seria o fim da picada!

E o caso não se encerra com a denúncia, nem mesmo no âmbito do Ministério Público, na área policial, muito menos na esfera da Justiça, é claro. Portanto, imagina-se, pelo menos, nem Rodrigo Pires pode se sentir aliviado com a possibilidade de apenas quatro anos de regime semi-aberto, nem os não citados podem se sentir completamente livres de punição.

Alguém vai pagar essa conta. Ou será que ela já foi paga? Nem de longe a comunidade quer imaginar isso!

Quanto à CPI na Câmara Municipal, deve ouvir nas próximas horas, a esposa de Rodrigo Pires, Handrielly, para, em seguida, elaborar e apresentar o relatório final das investigações. Momento, então, de mostrar, efetivamente, porque foi proposta e instalada no Legislativo.

Além, é claro, de franquear à imprensa e ao público suas reuniões, com todos os depoimentos até aqui ouvidos, o que já foi importante contribuição.
Uma outra pergunta que ficou de toda essa história ainda inacabada, felizmente. O orçamento da Câmara Municipal. Com o desvio de mais de 2,3 milhões de reais, sem que alguém tivesse percebido, ficou claro que o Legislativo recebe dinheiro demais.

Ta certo, no final de cada ano, o presidente da Casa “devolve” o que se costuma chamar de “sobra de caixa”. Mas, porque não permitir que, durante o ano, esse dinheiro seja usado pelo Executivo para promover ações em favor da cidade?
 

A Comissão Especial de Trânsito, da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Alessandro Lozza de Moraes que, após reuniões, com a tomada de depoimentos, saiu a campo, visitando os chamados “pontos críticos”, acompanhada pelo comandante da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes, Edimir de Paula, e por representante da Secretaria de Planejamento, começou a colocar em prática o resultado daquele trabalho, que deve prosseguir nas próximas semanas.

E de que forma: Apresentando indicações ao prefeito, solicitado algumas providências, como a instalação de placas indicativas, semáforos, sinalização e outras medidas necessárias ao melhor andamento e mais segurança no trânsito.

“Sugerindo ao prefeito para que determine aos setores competentes, providências objetivando...”. Mas, os setores competentes não foram aqueles que acompanharam os vereadores, nas ruas, e que participaram de reuniões da Comissão?

Os membros da Cesp do trânsito cobram, também, planejamento, o que foi bastante discutido durantes as reuniões. Espera-se mais de uma comissão que se propõe a oferecer alternativas de soluções. E deve fazer mais, quando da elaboração do relatório, com sugestões, com cobranças efetivas, uma reunião com o prefeito, com autoridades ligadas ao trânsito, enfim, mostrando resultados.

Poderiam muito bem ter pulado essa parte das indicações. Uma pauta de reivindicações daria mais credibilidade.



 

 

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