Ponta Grossa - Terça-feira, 29 de maio de 2007

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Agora, pode!
Pois é! O vereador
Delmar Pimentel, que, no final de março deste ano, apresentou uma emenda a projeto do Executivo, proibindo a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis, agora está propondo a liberação desse comércio.

Ele garante que não sofreu qualquer tipo de pressão por parte dos empresários do setor, nem que estes tenham exercido algum "poder de convencimento", ou seja, que tenham voltado a argumentar a respeito.

Disse ter constatado, no posto em que abastece seu carro e seu caminhão, que a venda de bebidas não é o que causa problemas, mas, apenas o consumo. Mas, disto, todo mundo já sabia!

Nesse “ora pode, ora não pode” criado por Delmar, ficou pelo meio do caminho uma frase do próprio vereador: “Posto de combustível serve para vender combustíveis”. No posto de sua preferência, Delmar constatou que posto também serve para vender bebidas?

 
CAPA
Colunas


Entre os dias 24 e 26 últimos, foi realizado no Plenário da Câmara Municipal o 1º Congresso Nacional de Educação de Ponta Grossa. Bastante gente participou, o que leva a crer que a iniciativa foi um sucesso. E, quem lá esteve saiu com um certificado de participação.

  Uma dúvida ficou a respeito. No “convite” constava como local do evento o Cine Teatro Ópera, mas, acabou acontecendo na sede do Legislativo.

Mas, o que chamou atenção foi que o valor da inscrição variou de 150 a 180 reais, o que é perfeitamente normal, participa quem quer e o certificado tem validade. E, deveria a Câmara Municipal, a “Casa do Povo”, ceder espaço para um evento do qual as pessoas pagaram para participar?

Crimes pela net
A Assembléia Legislativa aprovou, ontem, em turno final, o projeto de lei de iniciativa do deputado
Marcelo Rangel (PPS), que cria o Conselho Estadual de Combate aos Crimes pela Internet. Ele fica, agora, na expectativa de que o governador Roberto Requião sancione a lei.

Foram aprovadas, também, outras matérias, como projeto do deputado Ney Leprevost, que autoriza o governo a doar veículos dispensados da frota do Estado, que possuam mais de 20 anos de fabricação, a entidades antigomobilistas – dedicadas à preservação da memória e do patrimônio cultural. O objetivo, segundo o autor, é destinar esses veículos para a montagem de museus destinados a abrigar e expor o patrimônio e a história.

  Utilidade Pública
Os parlamentares paranaenses também aprovaram a redação final de propostas de lei que declaram de utilidade pública entidades como Associação de Moradores Chama Viva do Tatuquara, Associação dos Pobres e Carentes de Braganey, Associação dos Produtores Rurais da Água Nova e Adjacência, Associação Maringaense de Amigos do Clube Atlético Paranavaí, Associação Santa Casa de Misericórdia Maria Santíssima, Educandário Mater Consolatrix, Grupo Liberdade Direitos Humanos da Mulher Prostituída e Instituto de Assistência Social e Saúde São José.

Associação Maringaense de Amigos do Clube Atlético Paranavaí?

Pé quente!
Contam que o ex-deputado, atual presidente da Ambiental Paraná Florestas,
Djalma de Almeida César, esteve, domingo, na “Arena da Baixada”, em Curitiba, assistindo o jogo entre o Clube Atlético Paranaense e o Santos Futebol Clube. E que foi para torcer pelo time paulista. Deu sorte, pois a equipe paranaense acabou sofrendo derrota por um a zero.

 

De cortesia
Dois suplentes de vereador passaram, ontem, pela Câmara Municipal, no horário da sessão. Valter José de Souza, o “Valtão do Guaragi”, e Florenal José da Silva. Ambos, além de outros quatro ex-candidatos que não conseguiram se eleger, aguardam decisão da Câmara Federal, que poderá, quem sabe hoje, votar a PEC 333, que prevê a recomposição das câmaras municipais.

Outra coisa...
Mudando de assunto, é claro, o vereador Francisco Valentim Filho, o “Baixinho”, deixou claro, ontem, que não pretende renunciar ao mandato, mesmo depois de algumas situações que viveu. Por exemplo, quando falou um palavrão em reunião da Comissão Especial de Saúde, ou quando foi detido pela polícia por conta de um bate-boca que teve com duas orientadoras da Zona Azul.
Ao contrário, Baixinho garantiu que não pretende se curvar, segundo ele, “às elites”, pois quer continuar defendendo o povo.


Alto nível
A vereadora
Alina de Almeida César foi à Tribuna da Câmara, ontem para lembrar que, já na legislatura anterior, em 2003, batalhou pela vinda de uma delegacia da Polícia Federal para Ponta Grossa. Leu um pronunciamento que fez à época. Mas, observou que foi válida a iniciativa de alguns vereadores que estiveram em Brasília, na semana passada, fazendo a mesma reivindicação ao ministro da Justiça Tarso Genro.

  Valfredo Laco Dzázio, que integrou aquela comitiva, também com “categoria”, respondeu, dizendo que a Câmara tem dado demonstração que a ação dos vereadores pode ir além da ponte sobre o Rio Tibagi. Delicadamente, deixou claro que não é o caso de disputa pela paternidade da iniciativa. Ou, no caso, seria “maternidade”?

Um saco!
Ninguém mais agüenta as paralisações nas sessões da Câmara Municipal, ora para reuniões de comissões, elaboração de pareceres, ou reunião extraordinária de comissão especial. Ontem, mas uma vez, o precedente da Casa, Valfredo Dzázio, suspendeu a reunião para que um projeto fosse analisado pela Comissão de Finanças e Orçamento. O intervalo, desta vez, durou mais de uma hora. É de encher o saco!

O projeto foi votado em primeiro turno e, amanhã, entra em votação final. Mas, se, quando os vereadores querem, fazem duas votações num mesmo dia, será que tal projeto não poderia ser votado amanhã em dos turnos?

 

Não perde tempo
Pelo menos o vereador George Luiz de Oliveira não perdeu tempo. Durante o longo intervalo, aproveitou para conversar com um grupo de alunos que visitava o Legislativo. Distribuiu sorrisos e pirulitos aos eleitores do futuro.

Só que, de posse das guloseimas, as crianças deixaram a Câmara. Realmente, ninguém agüenta tanto intervalo.

Professoras levam seus alunos para acompanhar uma sessão da Câmara. A garotada não é obrigada a ficar por mais de uma hora sem ter o que fazer ou o que ver. Nem os poucos munícipes, que ainda têm a paciência de comparecer ao Legislativo. É falta de respeito para com a população.

 




 

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