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  Ponta Grossa - Paraná -  
 
Rubens Bueno quer O fim do
nepotismo em todos os poderes
Antônio Carlos Moretti - Assessoria
 

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O presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, disse nesta sexta-feira, 17, que o nepotismo deve ser extirpado de todos os poderes públicos do país. Ele fez a afirmação ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que aprovou por nove votos a um a constitucionalidade da resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que proíbe o nepotismo no Judiciário.

“Um governante que nomeia um parente para exercer cargo de confiança não tem como fiscalizar possíveis irregularidades e vai tentar esconder os atos de corrupção embaixo do tapete”, disse Bueno.

Bueno usou como exemplo de prejuízo provocado pelo nepotismo o caso do Paraná, onde dois irmãos do governador ocupam cargos de confiança importantes no governo. Um na secretaria de Educação e outro na direção do Porto de Paranaguá.

 “Vejam o caos em que se transformou a Educação do estado e vejam o abandono do Porto de Paranaguá. A rede estadual de Educação está completamente abandonada. E o porto de Paranaguá sucateado, obriga os empresários paranaenses a exportar por Santos e Santa Catarina”, disse.

Ação
Bueno disse que o PPS vai apoiar a ação popular que corre na justiça pedindo a demissão e o reembolso dos salários dos parentes do governador. A ação é contra a primeira-dama, Maristela, diretora do museu Oscar Niemeyer, os dois irmãos do governador, Maurício, que é secretário de Educação e Eduardo, que administra o porto de Paranaguá.

Danielle de Mello e Silva, sobrinha do governador e assistente do diretor-geral da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, e o sobrinho João José Arruda Júnior, executivo da Companhia de Habitação (Cohapar).

A ação não incluiu outros parentes do governador que trabalham em estatais e órgãos públicos, como sua irmã Lúcia, presidente do Provopar, o sobrinho Paikan Salomon de Mello e Silva, produtor na TV Educativa, e o primo Heitor Wallace de Mello e Silva, diretor de investimentos da Sanepar.