Nova pagina 5

CAPA

EXPEDIENTE

Plantão/História

Prefeitos

Vereadores

Política

Eleições

Poder Público

Imprensa

Rádio Santana

Fotos

Colunas

(Esporte)

(Política)

 

  Ponta Grossa - Paraná -  
 
Deputado pede mobilização contra
punição da Fazenda ao Paraná 
 

Leia, também:

Política
»
George mira em Gerveson para acertar em Wosgrau, e avisa que será oposição
» Baixinho elogia governo de Wosgrau e anuncia nova postura para este ano
» Reunião em Ponta Grossa mobiliza suplentes do Paraná pela PEC 333/04
» Sperafico deixa claro que não haverá efeito retroativo para os subsídios
» Bispo recebe Küller para falar sobre Campanha da Fraternidade
» Recesso parlamentar reduzido na AL passará a vigorar em julho
» Salário de servidores e mínimo regional terão regime de urgência
» Deputado pede mobilização contra punição da Fazenda ao Paraná 
» Bueno quer fim do nepotismo em todos os poderes
Geral
» Terceira Idade apóia bilhetagem eletrônica no transporte coletivo
»
Ministério da Agricultura anuncia novos focos de aftosa no Paraná
»
Planos de Desenvolvimento Regional Estratégico serão conhecidos em maio
»
Serviço Social oferta especialização em práticas interdisciplinares junto à família
»
Quadro especial torna mais rápida ascensão na carreira de policial militar
Região
» Obras da unidade Perdigão em Castro entram na fase final
» PR 340 facilita vinda de turistas a Tibagi
» SETP promove Encontro Regional do Trabalho em Ponta Grossa

O deputado estadual Ângelo Vanhoni pediu nesta segunda-feira (20) a mobilização das bancadas paranaenses na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados contra a multa imposta pela Secretaria de Tesouro Nacional, que penaliza o Paraná em cerca de R$ 7,5 milhões mensais. “A Secretaria do Tesouro Nacional trata o Paraná de forma discriminatória, como se o Estado não cumprisse rigorosamente em dia com todos os seus compromissos. O Paraná que constrói estradas federais por sua própria conta, mantém seis universidades estaduais, vem sendo tratado como um Estado de terceira categoria”, disse Vanhoni.

“Eu estou alertando os deputados estaduais e federais para pressionar a União e o Ministério da Fazenda para que a visão técnica e burocrata da Secretaria do Tesouro Nacional não prejudiquem o Paraná. Essas multas podem impedir que o Estado tenha financiamento para melhorar a educação, a saúde pública e a condição de vida dos paranaenses. O Paraná merece respeito. O governador Roberto Requião, os deputados estaduais e federais devem dizer isso com mais força para que o nosso estado seja cada vez mais respeitado”, completou.

As multas aplicadas pelo órgão do Ministério da Fazenda decorrem das irregularidades cometidas na privatização do Banestado e questionadas na Justiça pelo Governo do Estado. Requerimento do deputado, aprovado pela Assembléia Legislativa, convoca os secretários Reinhold Stephanes, do Planejamento, e Heron Arzua, da Fazenda, para que esclareçam os detalhes dessas operações que já oneraram o Paraná em R$ 46 milhões nos últimos 14 meses.

Pagamento em dia
Vanhoni aponta que a punição ao Paraná acontece apesar de o Estado estar pagando rigorosamente em dia a dívida pela privatização do Banestado. Ao mês, o Estado paga R$ 57 milhões e este valor será pago por 25 anos. “A dívida inicial da privatização do banco era de R$ 5,6 bilhões. Já pagamos R$ 4,7 bilhões e ainda devemos R$ 8,4 bilhões”, alertou.

Assim, como se não bastassem as multas, a Secretaria do Tesouro Nacional resolveu a alterar a taxa de correção monetária dos contratos feitos à época da privatização do Banestado. “Em vez de aplicar o IGP-DI, conforme determina o contrato, passou a utilizar a Selic, o que significou um aumento de quase 150% nos juros, que passaram de 7,22% para 17,09% ao mês”.

O deputado questiona os motivos que levam a Secretaria de Tesouro Nacional a desrespeitar o Paraná, aplicando multas e tentando impedir a contratação de empréstimos internacionais, como o Prodetur, no valor de R$ 170 milhões, que serão usados em obras de saneamento e de infra-estrutura. “O Paraná não pode ficar quieto diante da arbitrariedade de burocratas preocupados em atender a pressão do Banco Itaú, em vez de defender os interesses dos paranaenses. É preciso união das forças políticas para impedir que técnicos passem por cima da vontade do presidente da República, de ministro, governador, prefeitos, deputados federais e estaduais da população do Paraná. É preciso que questões como essas não fiquem apenas nos meandros burocráticos, passem para um entendimento público, em favor do interesse público”, concluiu.