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 Ponta Grossa, terça-feira 19 de junho de 2012






 

 

Colóquio cobra ações de combate
à violência contra o idoso
Mari Cleia Aparecida de Andrade - Assessoria

Violência física, sexual, psicológica, econômico-financeira, abandono, negligência e autonegligência foram temas do “I Colóquio sobre a Violência contra a Pessoa Idosa” promovido pelo Núcleo de Assistência Social, Jurídica e de Estudos sobre a Pessoa Idosa da UEPG, na última sexta-feira (15). O objetivo do evento foi promover a discussão da problemática da violência contra os idosos em Ponta Grossa, bem como definir meios de combate a violência contra a pessoa idosa.

O encontro realizado no auditório da Proex, contou com a presença da pró-reitor de Extensão e Assuntos Culturais, Gisele Alves de Sá Quimeli; do promotor de Justiça Fuad Faraj; assistente Social do Serviço de Proteção ao Idoso/CREAS/PG, Regina Rosa Pedrozo Rosa; chefe do Departamento de Serviço Social, Lenir Mainardes; coordenadora do Núcleo de Assistência Social Jurídica e de Estudos sobre a Pessoa Idosa, Maria Iolanda de Oliveira; Conselheiro Estadual dos Direitos do Idoso, Luiz Laerets de Freitas; representante da Secretaria Municipal de Assistência Social, Mônica Mongruel; presidente do Fórum Permanente da Pessoa Idosa Região dos Campos Gerais, Ângela Ferri; e da coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da UEPG, Adriana Timóteo dos Santos Zagurski.

O evento marcou o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, em 15 de junho. Segundo a assistente social Regina Rosa Pedroso, os dados das denúncias feitas em Ponta Grossa nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano somam um total de 82 casos de violência contra idosos. Dentre eles, a maior parte violência financeira, praticada por filhos netos e vizinhos, entre outros.

Com o auditório da Proex, lotado, a discussão perpassou pelas formas de combater a violência contra o idoso, com a criação de instituições de acolhimento, pois a pessoa que está colocada em risco não tem condições de decidir sua própria situação; capacitação de profissionais para atender esse idoso; infraestrutura para atendimento, como carros ambulâncias, médicos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, entre outros.

De acordo com o promotor Fuad Faraj, a constituição é clara: “Todo o ser humano tem direito à liberdade, à vida e à dignidade, mas lamentavelmente no nosso país, na prática, é bem diferente”. Por isso, existem vários estatutos para combater esses crimes. Segundo ele, toda a sociedade esteve omissa por um bom tempo com relação a essas injustiças. Ele explica que o ‘Disque 100’ funciona em Brasília (DF), mas aqui, em Ponta Grossa, não existe uma delegacia de investigação da violência contra a pessoa idosa, pois muitas vezes o crime é praticado na família, havendo a possibilidade de resgatá-lo daquele ambiente para uma estrutura adequada, mas que ainda não existe na cidade.

Para o promotor, o poder público não pode se omitir, é preciso avançar. “O estatuto do idoso é lindo de se ver, com geriatras, clínicas, conselhos, entre outros que sequer são cumpridos e estabelecidos”. Ele explica que seria necessário o uso de força-tarefa para conseguir resolver determinadas situações de abandono, pois muitos casos são solucionados porque tem o apoio do Ministério Público.

Ao término de sua apresentação, o promotor alertou para a necessidade dos conselhos denunciarem o que está ocorrendo dentro do município. “Porque não tem como ficar sabendo o que acontece na extensão de cada município”, finaliza.

O evento também contou com projeção de slides de idosos em situação de risco e abandono. Além dos profissionais de Ponta Grossa estiveram presentes representantes dos municípios de Teixeira Soares; Carambeí; São João do Triunfo e Prudentópolis.

Uma das organizadoras do evento, a professora Maria Iolanda de Oliveira (Departamento de Serviço Social) explica que, a participação das acadêmicas é fundamental, pois sendo um projeto de extensão, o colóquio ganha visibilidade perante a sociedade.

O que diz o Estatudo do Idoso
Art.3º. É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, e efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Art.4º. Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todos atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.

 





 

 

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