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Ponta Grossa, sexta-feira, 08 de agosto de 2008


Altair Ramalho é colunista do Diário da Manhã

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Na mitologia grega,  o mais célebre dos heróis, um semi-deus, o símbolo do homem em luta contra as forças da natureza é Hércules, filho de Zeus e Alemena, esposa de Anfitrião. Desde que nasceu, Hércules teve que vencer as perseguições de Hera, que tinha ciúmes dos filhos de Zeus com outras mulheres. Tanto é que, com oito meses de vida estrangulou com as mãos duas serpentes que a deusa mandou ao seu berço para o matarem.

Ainda criança Hércules revelou seu talento heróico e matou um leão selvagem. Na vida adulta sobressaiu-se pela sua enorme força e suas aventuras foram maiores e mais espetaculares.

Como Política também é cultura, a coluna sugere que os interessados mergulhem na leitura dos “Doze Trabalhos de Hércules”, onde aparece por exemplo, a captura do Touro de Creta;  a morte do Leão de Neméia; a destruição da Hidra de Lerna; a captura do Javali de Erimanto e a captura das Éguas Antropófagas.
Não é por nada não, mas nas eleições proporcionais deste ano em Ponta Grossa, muitos dos duzentos e cinqüenta e tantos candidatos terão que executar trabalhos se não similares aos de Hércules, pelo menos na mesma quantidade, medidas as proporções.

E esse raciocínio cabe para todos, mas principalmente para os novos, mesmo aqueles que na qualidade de suplentes chegaram a assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Ponta Grossa por um determinado período.

E nesse rol aparecem nomes como os de João Florenal, Márcio Schirllo, Carlos Lopatiuk, Neori Tigrão e Jairton Nicoluzzi.

De todos esses os trabalhos hercúleos pesarão mais para Schirllo, Lopatiuk e Jairton, que pertencem ao PSB, partido que conta com três vereadores candidatos à reeleição: Eliel Polini, Francisquinho Valentin Filho e Maurício Silva.
No PSB um nome que tenta ganhar as alturas é o do candidato mais conhecido como Cebinho, que já foi guardião de posto de gasolina, tendo passado uma boa temporada nesse mister no Posto Apolo, que fica na Praça Barão do Rio Branco.

Cebinho não se faz de rogado e diariamente tem afinado a sola do seu sapato, batendo de porta em porta.
Essa semana ele agendou visitas a todos os postos de combustíveis da cidade.
Pelas bandas do PSDB a tarefa não será nada fácil também para o candidato Neori Tigrão, que terá que esgrimir com o médico Zeca Raad e mais Albino Xexinho e Alessandro Lozza de Moraes. O PSDB trabalha para eleger dois de seus representantes com a possibilidade da entrada de um terceiro nome.
 
Caninas. “A pessoa que não conhece o gosto de sabão, nunca lavou um cachorro”; “Se o seu cachorro for gordo é porque você não está brincando com ele”, ou, “se você pensa que cachorro não sabe contar, coloque três biscoitos de cachorro em seu bolso e lhe dê apenas dois”.

Pois os cachorros passam a ser agentes passivos das eleições majoritárias em Ponta Grossa. Sandro Alex, do PPS, garantiu que, eleito, implantará um sistema de controle de cães em Ponta Grossa. Para isso ele pretende escalar, para um trabalho em conjunto, as agentes comunitárias de saúde, para a localização de cachorros abandonados na periferia.

A idéia é no mínimo interessante. Ela só “salta”  aos olhos quando divulgada pela assessoria de campanha do candidato, no momento em que essa assessoria conta que, “ele pretende realizar um  senso (sic) animal para mensurar a população e a distribuição no território municipal”.

Para fazer um censo, naturalmente há que se ter um  bom senso.
 
E por falar em animais, vale repetir que o candidato a prefeito Lauro Padilha, do PV,  continua amplificando uma de suas propostas para a área da segurança pública em Ponta Grossa, e que é a adoção do policiamento a cavalo, a chamada polícia montada, tendo como inspiração a Polícia Montada do Canadá.
 
Mudando de assunto: a maioria da população brasileira conhece a “Lei Maria da Penha” e sabe da sua eficácia. Após dois anos de sanção da lei, completados ontem, a sociedade brasileira está mais vigilante e menos tolerante aos casos de violência contra as mulheres.

Um dos candidatos a prefeito de Ponta Grossa, João Luiz Stefaniaki não segreda a ninguém que tem reparos a fazer em relação à  “Lei Maria da Penha”.

E quando externou esse ponto de vista, dia desses, Stefaniaki esteve a ponto de ser exorcizado. Mas Stefaniaki não é o único a ter uma posição que, aparentemente, está na contramão.

O juiz Marcelo Colombelli, da Segunda Vara Criminal de Erexim, no Rio Grande do Sul, disse que a “Lei Maria da Penha” é inconstitucional na medida em que viola o artigo quinto que estabelece que, “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.

Entre junho e julho, todos os pedidos de medidas protetivas amparadas pela lei que chegaram ao juiz foram indeferidas. “A melhor forma de a mulher se proteger é não escolher homem bagaceiro e pudim de cachaça, pedindo separação ou divórcio, quando preciso, e não perpetuando uma situação insustentável”.

O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, em nota pública, manifestou repúdio às declarações do juiz.

 

Contagem regressiva

 

 

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