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Pontos de vista. Com o anúncio feito ontem, em Brasília, da retomada das obras da Rodovia Transbrasiliana para o início de julho, teve gente ligada ao coordenador regional do PL, João Barbiero, dizendo que ele deve sair candidato a deputado estadual para dobrar, nos Campos Gerais, com Chico da Princesa, que vai concorrer à reeleição para a Câmara Federal.

É que na sua luta pelo reinício das obras daquela estrada, no trecho entre Ventania e Alto do Amparo, em Tibagi, João sempre contou, na Capital Federal, com o deputado do PL, especialmente junto ao Ministério dos Transportes, desde a gestão do ministro Anderson Adauto, passando por Alfredo Nascimento, e, agora, Paulo Sérgio Passos, todos do Partido Liberal. Seria, então, uma questão de reconhecimento e consideração.

Mas, há quem entenda que, por ter feito várias viagens a Brasília, na busca de uma solução para a BR-153, e tendo demonstrado bastante desenvoltura nas suas caminhadas pelos corredores e gabinetes do Ministério dos Transportes, Barbiero deveria, ao contrário, concorrer à Câmara dos Deputados. Ele ainda está indeciso. Deve estar esperando que “Deus resolva” a situação do deputado Jocelito Canto, que também ainda não se definiu.

Hoje, tem eleição para a Reitoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Disputam o comando da UEPG o professor Pedro Rodrigues Júnior e o ex-reitor João Carlos Gomes. Este último conta com o apoio declarado do deputado Jocelito Canto, que, dia destes, fez pronunciamento no rádio em favor de seu ex-secretário de Educação. Quando Jocelito foi prefeito, além daquela secretaria, Gomes foi “gerente” da Prefeitura.

O deputado chegou a desafiar a quem quer que fosse a acusar João Carlos de qualquer irregularidade no tempo em que foi reitor da Universidade. E, de fato, em todas aquelas denúncias apuradas pela “CPI das Universidades”, na Assembléia Legislativa, por exemplo, jamais apareceu o nome de João Carlos Gomes.

Como a Ordem do Dia da Câmara Municipal, para a sessão de hoje tem apenas um projeto que chama a atenção, de autoria do Poder Executivo, que trata da Lei das Diretrizes Orçamentárias e do Plano Plurianual, vale destacar alguns projetos que tramitam na Câmara Federal. Por exemplo, um, de autoria do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que estabelece quota de 50% das vagas da Câmara dos Deputados para as populações negras e pardas.

Outro, é do deputado Manato (PDT-ES) que obriga as empresas que tenham mais de cem empregados a hastear a Bandeira Brasileira, a do estado - ou Distrito Federal - e do município em que se encontram. Na opinião do deputado, o respeito cívico é uma responsabilidade de toda a sociedade. "Trata-se de estimular a reverência aos símbolos pátrios, como meio de fortalecer o civismo, a cidadania e o espírito republicano", diz Manato.

E, ainda, Projeto de Lei Complementar do deputado Jefferson Campos (PTB-SP), que torna inelegível por oito anos o político que renunciar ao mandato. A renúncia também impede, pelo mesmo período, a ocupação de cargo ou função comissionada na administração pública.

Fiquei sabendo...

Quem não mais foi citado entre as lideranças do Partido Liberal, na questão da Transbrasiliana, foi o deputado federal Pastor Oliveira Filho. No início das negociações, ele sempre aparecia na foto, quando das audiências com ministro. Sumiu, de repente!

Uma comitiva de Tibagi, composta pelo prefeito Sinval Silva, juntamente com o chefe de Gabinete, Rildo Emanuel Leonardi, e as secretárias de Obras e Turismo, Rita Maristela Ribeiro e Cecília Nanusi Pavezi, está em Brasília, desde ontem, apresentando reivindicações junto a ministérios e departamentos, buscando o resgate de emendas e recursos para o município. A comitiva permanece em Brasília até amanhã.

Se tem um assunto que, de momento, o  prefeito Pedro Wosgrau Filho prefere não se pronunciar, é sobre as possíveis composições partidárias para as eleições de outubro. Pelo menos até que o seu PSDB defina posição.

E é de se crer que Pedro prefira, até mesmo durante a campanha eleitoral, falar apenas sobre a sua administração, mesmo com todos os problemas e as reclamações da população e dos vereadores de oposição, especialmente no que se refere ao setor da Saúde.

E Pedro pode evitar o tema eleições, afinal, é reconhecido como um administrador não-político. Um “tocador de obras”.

 

 

 



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