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Ponta Grossa, quarta-feira 11 de março de 2009
 
Alysson Zampieri quer Laco
fora da “CPI do Desvio”
(Fotos: José Aldinan)

Nesta terça-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o caso dentro da Câmara Municipal, iniciou a fase de tomada de depoimentos. A primeira a ser ouvida foi a gerente da conta da Câmara na Caixa Econômica Federal, Josemara Manente; o segundo, o ex-servidor do Legislativo Municipal, Francisco Sartori Neto.

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Após a reunião, seu presidente, Alysson Zampieri, reafirmou ao Plantão da Cidade que não concorda com a presença do vereador Valfredo Laco Dzázio na CPI, uma vez que foi presidente da Câmara por dois anos, período em que também houve desvio de dinheiro praticado pelo hoje ex-servidor Rodrigo de Paula Pires. E foi citado pela esposa de Rodrigo.

Depoimentos
Quanto aos depoimentos, eles pouco ou quase nada somaram ao processo de investigações sobre o caso, que já estão bastante adiantados por parte do Ministério Público, da auditoria do Tribunal de Contas do Estado e da própria Policia Civil, que apresentou o fato mais significativo, até aqui, a prisão de Rodrigo Pires.

Josemara Manente, compareceu à CPI acompanhada de dois advogados Jayme de Azevedo Lima, da própria Caixa Econômica, que veio de Curitiba acompanhar o caso; e Pedro Henrique Hilgenberg, que presta serviço terceirizado para a instituição. Este último alertou o presidente da comissão que Josemara não responderia a perguntas relacionadas com sigilo fiscal de quem quer que seja, o que por si só esvaziou o depoimento.

Josemara confirmou o que havia declarado ao Ministério Público e que foi lido pelo relator Maurício Silva, que ela exerceu a função de gerente de contas de pessoas jurídicas da Caixa Econômica, carteira a que pertencia a conta da Câmara Municipal de setembro de 2004 até junho de 2008. Que não havia acompanhamento personalizado da conta corrente do Legislativo. Tinha conhecimento apenas do movimento global, e não de detalhes, pois não é possível aos funcionários da agência ter acesso a detalhes do arquivo.

Assim, disse Josemara, ela desconhece o que cada funcionário ou cada vereador recebe mensalmente. Também, que nunca constatou anormalidade na conta da Câmara e, por isso mesmo, nunca entrou em contato com o presidente do Legislativo para alertá-lo sobre qualquer problema na conta.

E prosseguiu o relato do depoimento: Que Josemara não pode afirmar se mensalmente era emitido extrato físico da conta corrente e encaminhado à Câmara através dos Correios. Que pode informar que não existiam extratos físicos da conta corrente que algum funcionário da Câmara pudesse retirar mensalmente. Uma vez enviado o arquivo on-line para a folha de pagamento da pessoa, junto à Caixa Econômica, após processado o débito e o crédito são gerados no “arquivo retorno” que fica disponibilizado no programa de envio, para ser acessado mediante número de senha pessoal de acesso.

Ainda, que Rodrigo de Paula Pires nunca foi identificado como cliente preferencial e, por isso, não houve acompanhamento personalizado de sua conta corrente.

A funcionária da CEF disse, na CPI que a senha era de posse do diretor financeiro da Câmara, no caso Gilberto Ferreira. Ela ratificou o depoimento dado ao PM, com a observação que nenhum funcionário da Câmara foi até a Caixa para buscar extratos da conta e que não existia o envio pelos Correios. “Esses arquivos nunca foram levados pessoalmente por alguém, somente por meio eletrônico”, disse.

Fato novo, porque tal declaração não coincide com o que declararam o ex-diretor geral do Legislativo, José Luiz Soares, o Zezo, e o contador Flavio Yotoco, ao Ministério Público.

Nada sabe
Francisco Sartori Neto, ex-assessor de acompanhamento parlamentar, foi ouvido logo em seguida. Mas em nada o seu depoimento contribuiu. Foi convocado porque seu irmão teria negócios com o pai de Rodrigo de Paula Pires, Noel Pires. Sartori disse não saber dos negócios do irmão e que não poderia por ele responder. Seu irmão, Orlando, deverá ser ouvido na seqüência.

Rodrigo
A intenção da CPI, agora, é ouvir o principal envolvido, Rodrigo de Paula Pires que, ao Ministério Público, admitiu ter desviado o dinheiro, assumindo culpa exclusiva. O depoimento está previsto para esta quinta-feira, bem como o de Gilberto Ferreira. O presidente da CPI, Alysson Zampieri falou inclusive da possibilidade de acareação, se houver divergência entre os depoimentos.

Zampieri informou que Rodrigo foi oficiado e que o ofício foi encaminhado também à Justiça para a condução do depoente, que encontra-se preso. O presidente não pode garantir que o depoimento de Paula Pires será na Câmara Municipal, podendo ser no Fórum por questão de segurança, se assim a Justiça entender. E existe a possibilidade de Rodrigo se negar comparecer ou, com parecendo, não prestar informações.

Laco
O fato de a esposa de Rodrigo Pires, Handrielly, ter reclamado que apenas seu marido foi preso, questionando a impunidade de outras pessoas, das quais citou os nomes, quando em conversa com um repórter, foi destacado por Alysson Zampieri. A CPI está solicitando cópia da gravação, pois Alysson considerou aquele desabafo de Handrielly como uma “denúncia”, que contradiz o próprio Rodrigo quando assumiu sozinho a culpa.

Entre os nomes citados, o de um membro da CPI, Valfredo Laco Dzázio. Zampieri qualificou como importante tal citação. “Nunca concordei com a presença dele na CPI, pois, apesar de denunciante, ele não está isento de culpa e é um dos investigados. Com essa declaração, sendo reafirmado o que Handruelly disse, o nome dele (Laco) aparece como réu e poderemos pedir a substituição imediata”, declarou o presidente da CPI.

Para Alysson, a presença de Laco Dzázio na CPI compromete a transparência dos trabalhos. Ele disse acreditar que o nome do ex-presidente está entre os sete que o promotor Roberto Ouriques anunciou que farão parte da Ação Civil Pública que estará propondo à Justiça.

 






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