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Ponta Grossa, terça-feira 10 de março de 2009


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Quem esteve na Câmara Municipal, na tarde desta segunda-feira, no horário da sessão, antes mesmo de adentrar ao prédio, pode imaginar que “o George voltou”. Ao seu estilo “pirotécnico”, lotou as galerias da Casa com grupos animados, portando faixas, fazendo a festa. E George acenava, distribuía sorrisos e por pouco não distribui autógrafos.

Um pouco antes, o ônibus da Câmara Municipal estacionava no pátio, aos fundos, e desceram várias pessoas que, depois, apareceram nas galerias, também para aplaudir o “novo” vereador.

O ônibus teria sido requisitado para levar alunos da escola Presidente Kennedy ao Legislativo, como já ocorreu várias vezes com estudantes de outras escolas. Só que esses outros lá compareciam para conhecer a Casa e tomar conhecimento do processo legislativo. Não para engrossar a “claque” de um vereador.

 


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Enfim, George foi empossado, depois de três meses buscando na Justiça o mandato que conquistou nas urnas. Ele discursou, repetindo tudo aquilo que disse ao Plantão da Cidade, no dia em que o Tribunal Regional Eleitoral lhe restituiu o mandato. Criticou o PDT, repetiu a história das “carteirinhas do eleitor”, os CDS com músicas e o “comício” no Colégio Presidente Kennedy, que foram alvo das denúncias que impediram sua diplomação e posse no tempo certo.

George garantiu que, mesmo tendo participado da campanha do prefeito Pedro Wosgrau Filho, no segundo turno as eleições de 2008, será um vereador “independente”, especialmente fiscalizando o setor da Saúde.
 
Ainda em seu discurso de posse, George Luiz de Oliveira cometeu uma “heresia” ao afirmar: “Esta nova composição da Câmara Municipal é, para mim, uma das melhores dos últimos 30 anos”.

Isto é comparar a atual formação, em que a maioria vem da legislatura anterior, com formações como as de 1983 e 1989. Quem acompanhou aquelas legislaturas certamente não consegue enxergar pontos em comum com a atual.


Quem era menino naquela época, enriqueceria seus conhecimentos, agora, conversando com ex-vereadores como Ângelo Pilatti Júnior, Roque Sponholz, Valdir Slompo de Lara, Waltemir Fernandes, Sandra Queiroz e Rogério Serman, apenas para citarmos alguns exemplos.

A atual formação pode, sim, estar melhor, mas, em relação à anterior, e isto é o que os atuais vereadores precisam provar, a cada dia, como sugeriu George Luiz.
 
Quem voltou a “apanhar” na Câmara Municipal, nesta segunda, foi o presidente da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil, Henrique Henneberg. Quem bateu primeiro foi Alysson Zampieri, presidente da “CPI do Desvio”, que apura a roubalheira na Câmara.

Ele criticou Henneberg porque este afirmou que a OAB cederá advogados para acompanhar as três CPIs em andamento, para garantir transparência. E acusou o dirigente de estar pegando “carona” nos trabalhos da Câmara.

Para Alysson e Edílson Fogaça, a transparência está no fato de as CPIs atuarem de portas abertas, com o acompanhamento da imprensa.

Realmente, se o presidente da OAB disse, mesmo, que quer garantir a transparência nas comissões da Câmara, foi mais uma vez deselegante com o Legislativo, onde já é mal visto por outras declarações infelizes.

Mas, também não dá para entender muito bem a crítica dos vereadores, afinal, Pascoal Adura e Alysson Zampieri anunciaram que estariam pedindo à OAB a indicação de advogados para acompanharem os trabalhos das CPIs. Cabe a reação no que se refere ao termo ‘transparência”, mas a “carona” foi oferecida.
 
O Altair Ramalho, que está acompanhando, pelo Plantão, pelas rádios Clube e Tropical, também pela TV Educativa, o caso do desvio de dinheiro da Câmara Municipal, está listando sete nomes que poderão constar da Ação Civil Pública a se proposta pelo promotor Roberto Ouriques.

Entre os nomes, os de três ex-presidentes: Delmar Pimentel, Eliel Polini e Valfredo Laco Dzázio. Este último é membro da “CPI do Desvio”, contra a vontade do presidente da comissão, Alysson Zampieri, que foi o autor do requerimento que criou a CPI.

A se confirmar a previsão do Ramalho, é possível que um novo membro venha a ser indicado pelas lideranças partidárias.

 
 

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