Ponta Grossa - Paraná
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Cidade de Vila Velha
 Ponta Grossa, quarta--feira 10 de fevereiro de 2010






 

 

Obra na Transbrasiliana é incluída no PAC2
Assessoria

A ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef garantiu no último sábado (6) que as obras de ampliação e melhorias da Rodovia BR-153 (Transbrasiliana) e da Rodovia da Boiadeira serão incluídas no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

O pedido de investimentos foi feito pelo vice-governador Orlando Pessuti durante encontro com prefeitos do Paraná em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), a partir de solicitação da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG).

O prefeito Sinval Silva (PMDB) liderou campanha junto aos chefes de executivos da AMCG para que a proposta fosse levada à ministra.

“A proposta que a continuidade da obra de pavimentação da Transbrasiliana [BR-153], entre o Alto do Amparo e o município de Imbituva, seja colocada no PAC 2”, explicou durante a reunião da entidade na sexta-feira (5). Sinval participou da reunião e saiu satisfeito com a resposta positiva.

“Sempre tivemos um bom relacionamento com os governos estadual e federal, tanto que conseguimos muitos recursos para o município. Recentemente foram liberados R$ 2,8 milhões para pavimentação de via urbana que dá acesso à Transbrasiliana e agora ver nossa proposta de continuidade da pavimentação, até Imbituva, é muito gratificante. Essa obra beneficia toda a região”, completou.

Os projetos estavam previstos na primeira edição do PAC, mas ainda não foram finalizados. “Concluímos o que estava previsto para a BR-153 e já contratamos o projeto para o prolongamento da rodovia. Se não ficar pronto dentro do PAC 1, entrará no PAC 2”, afirmou a ministra. “O Paraná precisa apenas colocar as propostas na mesa”, acrescentou Dilma Roussef.

A Rodovia Transbrasiliana cruza o Paraná desde Jacarezinho, no Norte Pioneiro, até General Carneiro, na divisa com Santa Catarina. Também conhecida como Belém-Brasília, a BR-153 corta todo o Brasil passando pelos Estados do Pará, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, terminando no Sul do país, em Aceguá, no Rio Grande do Sul.

A Rodovia da Boiadeira tem início em Porto Camargo, passando por Campo Mourão, Umuarama, Manoel Ribas, Cândido de Abreu, Ivaí, chegando em Ponta Grossa. “As rodovias permitirão novos eixos de circulação rodoviária porque cortam o Paraná do Noroeste até o Centro-Sul. Na parte já asfaltada, vai de Ourinhos (SP) até o Norte do país, e de Santa Catarina ao Rio Grande do Sul”, disse Pessuti.

O vice-governador destacou ainda que as obras vão desafogar o tráfego em outras rodovias, como a 376 (Rodovia do Café) e a PR-092, que passa em Santo Antonio da Platina no sentido de Siqueira Campos, e serão importantes também para o escoamento da produção agropecuária.

                “Temos de reivindicar a inclusão de obras no PAC 2, mas também temos de cuidar para que as previstas no PAC 1 possam ter o ritmo de construção acelerado ou normalizado. Algumas delas, muitas vezes por problemas metrológicos ou de empreiteira, estão fora do cronograma normal. Vamos trabalhar para cumprir o que está previsto no PAC 1 e para que no PAC 2 o Paraná seja melhor contemplado”, acrescentou Pessuti.

Estradas
Pessuti e Dilma Roussef participaram do encontro promovido pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP) em São José dos Pinhais. No evento, foram apresentadas algumas solicitações dos prefeitos, entre elas recursos do Governo Federal para a recuperação de estradas rurais e urbanas que foram danificadas pelas fortes chuvas que atingiram o Paraná nos últimos meses.

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que não faltarão recursos para obras emergenciais como estas. O Paraná precisa fazer um levantamento e se juntar os Ministérios das Cidades, Integração, Educação e Saúde, e a Defesa Civil para definirmos o que os governos Federal, Estadual e Municipal podem investir para resolvermos a situação”, afirmou Dilma. A ministra explicou que os recursos sairão de medidas provisórias. “No PAC 2 entrarão obras estruturantes. O (novo) PAC será voltado para infraestrutura no sentido social e urbano”, disse a ministra.

Segundo Pessuti, na segunda-feira (8) seriam encaminhados a Brasília documentos, imagens e gravações mostrando os danos causados nas cidades.

Vice-presidente da AMCG, Sinval destaca que em Tibagi obras de recuperação das estradas são constantes e que a Secretaria Municipal de Transportes não entrou em férias para garantir que no reinício das aulas o transporte aconteça de forma normal. “Temos mais de nove mil quilômetros de estradas rurais. Tibagi é o segundo maior município do Paraná e só no transporte escolar são cerca de cinco mil quilômetros diários. Se não estivéssemos fazendo um trabalho constante nessas vias, a situação seria caótica agora”, vislumbra, acrescentando que em dezembro do ano passado o ministro do Planejamento Paulo Bernardo assinalou positivamente a solicitação por mais de R$ 2,3 milhões para aplicação em estradas em Tibagi.

Dilma explicou que os projetos do novo programa vão ser dirigidos às aglomerações urbanas, incluindo as pequenas e médias. Entre eles estão universalização do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto e de lixo; transporte público e sistema viário; educação, incluindo projetos de expansão da internet banda larga para as famílias pobres; habitação; saúde; e educação.

Participaram do encontro os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Paulo Bernardo (Planejamento), o senador Osmar Dias, deputados federais e estaduais, vereadores, prefeitos, entre outras autoridades.

PAC
Tibagi é um dos municípios contemplados por investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal. A obra de pavimentação da Transbrasiliana, BR-153, foi requisitada em 2005 pela Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e retomada em outubro de 2006.

No ano seguinte, a recuperação do trecho foi incluída no PAC e, de lá pra cá, os trabalhos tiveram inclusive a vistoria do próprio ministro Paulo Bernardo, que por duas vezes esteve em Tibagi acompanhando a execução dos serviços. Toda a obra já soma R$ 120 milhões e um trevo para ligação com a BR-376, Rodovia do Café, está em construção na região de Alto do Amparo, com aplicação de R$ 18 milhões.

Transbrasiliana tem mais de três mil quilômetros de extensão e liga o Pará ao Rio Grande do Sul. Sua pavimentação ainda continua e depois de quatro décadas, outras melhorias entram na pauta de prioridades do governo federal, como a pavimentação do trecho de 60 km entre o distrito de Alto do Amparo, em Tibagi, e o município de Imbituva.


 



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