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 Ponta Grossa, sexta-feira 18 de maio de 2012






 

 

Tibagi: 'Lembranças' será exibido
no Teatro Bento Mussurunga
Peter Allan: Assessoria/Foto: Chistian Camargo

Nesta sexta-feira (17) é a vez da comunidade castrense conhecer um pouco mais das antigas histórias da vizinha Tibagi. Trata-se do documentário 'Lembranças' que será exibido no Teatro Bento Mussurunga de Castro, às 20 horas e a entrada é franca. Para os tibagianos que quiserem acompanhar a exibição será disponibilizado ônibus que parte às 18 horas, em frente ao Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior.

Em uma hora e meia, os expectadores se depararam com algumas cenas hilárias ocorridas no interior do município e causos que ficarão eternizados, agora na telona. “A intenção é ainda inscrever o filme em festivais especializados como os de Gramado, Brasília e Curitiba”, descreve o diretor Zinho de Oliveira.

Não houve custos na elaboração do projeto. A prefeitura cedeu ônibus para o deslocamento da equipe até o Cânion Guartelá e permitiu a realização das imagens no Museu. Já os figurantes foram todos voluntários. “Como já foram feitas várias produções em Tibagi, lá temos pessoas muito boas e preparadas para atuar. Tem uma cultura cinematográfica muito forte”, detalha Zinho, recordando que há alguns anos foi realizada a “escolinha” de cinema na cidade, dando noções de todo o processo de criação de roteiros e gravação.

Segundo o diretor, não há a intenção de lucro com o projeto. “Pelo contrário, nós queremos é contribuir com a preservação dos fatos e causos da cidade”, reitera. “Vamos levar para as escolas e quem quiser adquirir esse material pode comprar junto com a Apae de Tibagi que está comercializando”, destaca.

O velório do benzedeiro

Um dos causos que foi dramatizado segue a crença narrada por populares e que foi recuperada para o filme. “Contam os mais velhos que existia um senhor que morava na zona rural do município e fazia benzimento. Muitos o chamavam até de bruxo, macumbeiro e tinham medo dele”, adianta Zinho.

“Segundo o famoso causo, certo dia este homem foi chamado para ir até uma fazenda benzer as vacas. O fato é que até a dita fazenda somente chegou o cavalo do benzedor. Os funcionários saíram em busca dele e o encontraram morto na estrada.

Este benzedor falava que quando morresse iriam acontecer coisas estranhas e por isso a comunidade ficou bastante amedrontada”, relata. “Naquela época, o caixão era feito quando a pessoa morria, então, até que ficasse pronto, o benzedor era velado em uma mesa, coberto por um lençol.

Mas, em certo momento do velório, as pessoas começaram a perceber que a mão do defunto estava se mexendo e, como havia este receio sobre o que aconteceria quando o homem morresse, muitas pessoas – com medo – deixaram o velório.

Outro homem, no entanto, resolveu voltar para ver se o benzedeiro estava respirando, quando deparou-se com um besouro, que estava na mão do curandeiro e havia começado a se mexer”, detalha o diretor.

Ficha Técnica

Direção: Zinho de Oliveira

Roteiro: Zinho, Celio Zapzalka e Alberto Jorge Bittencourt

Imagens: João Pedro Agostinho e Zinho de Oliveira

Edição: João Pedro Agostinho

 





 

 

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